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FENET e Grêmio estudantil IFMG Congonhas conquistam direito ao estágio na Câmara Municipa


A cada fim de semestre os jovens do município de Congonhas (município responsável pela maior produção de minério de ferro do estado de Minas Gerais) que se formam no curso técnico passam por um dilema, como arrumar o tão sonhado estágio? Como se não bastasse as poucas ofertas, aqueles que conquistam o estágio são submetidos à exploração da empresas da região.
Sabendo desta realidade e de um projeto de lei que tramitava na câmara municipal, que autoriza a contratação de estudantes de cursos técnicos para a realização do estágio na câmara municipal, os estudantes foram chamados a pressionar os vereadores e clamar pela aprovação desta lei, tendo em vista que a mesma já tramitava desde Junho deste ano.
No último dia 18 de outubro o diretor de comunicações da Federação Nacional dos Estudantes nas Escolas Técnicas; Breno Baeta fez uso da plenária durante a reunião dos vereadores e frisou a importância da aprovação desta lei. Na ocasião a lei foi aprovada em primeira votação e no último dia 8 de novembro a lei foi aprovada em segunda votação e em seguida sancionada.
Agora é lei. Em Congonhas o estudante tem direito ao estágio no poder legislativo.
Por FENET-BRASIL
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Os escândalos da Copa e do Ministério dos Esportes


Obras do Itaquerão: R$ 1 bilhão
Não é de hoje que tem se levantado questionamentos sobre a condução da Copa do Mundo no Brasil. Construção de verdadeiros elefantes brancos como o estádio em Cuiabá, que não tem sequer uma equipe jogando a terceira divisão do futebol brasileiro, escolhas políticas para as cidades-sede, como na definição de Manaus ao invés de Belém, que possui maior tradição no futebol e estádio melhor preparado, sem falar nas obras bilionárias.

Estima-se que apenas com as obras de construção de estádios, mais de R$ 30 bilhões serão gastos, essencialmente com recursos públicos, e determinadas equipes os receberão como prêmio, numa bonificação por seus “serviços prestados a CBF”, como é o caso do Corinthians Paulista, e seu presidente Andrés Sanchez, aprendiz de Ricardo Teixeira.


Nunca é demais lembrar que as últimas Copas tiveram 8 sedes, e no Brasil serão 12, aumentando significativamente os custos para esse evento que terão seus ingressos ao custo mínimo de R$ 240,00, ficando claro que mesmo sendo no Brasil é um evento destinado ao público estrangeiro, principalmente europeu.

É no meio dessa Copa que as denúncias contra o ministro Orlando Silva ganham força na mídia conservadora do país. Alguém achava que as grandes empreiteiras e a FIFA tinham interesse em manter Orlando a frente das negociações da Copa? Ele e o PCdoB achavam. Aí reside o grande problema.

Ao aceitar e se submeter aos interesses da FIFA e da CBF, o ministro perdeu qualquer força de questionamento ou apoio frente à Copa. Orlando corroborou com as escolhas das sedes, a eliminação do estádio do Morumbi pela posição do clube na disputa do clube dos 13, com a proibição da meia-entrada para os estudantes (mesmo tendo sido presidente da UNE), e silencia com os privilégios dados a própria mídia, como vimos com a Globo e a prefeitura do Rio de Janeiro no sorteio das eliminatórias.

Ministro Orlando Silva (PCdoB)
Mesmo com a greve dos trabalhadores das obras da Copa, Orlando preferiu apelar ao “patriotismo” para por fim as reivindicações, do que enxergar os baixos salários e as precárias condições de trabalho que as empreiteiras impõem aos trabalhadores. E ainda há a Lei da Copa, criada para esconder os gastos públicos com o evento, tudo para garantir bilhões de lucro para a FIFA, da CBF e seus esquemas de corrupção.

Essa posição política é a mesma que conduziu o Pan de 2007, e quatro anos depois, o velódromo está abandonado, o complexo aquático Maria Lenk praticamente inutilizado e foram gastos mais de R$ 3,5 bilhões nas obras. Fica a pergunta, qual o “legado” deixado para a cidade do Rio de Janeiro?

Na mesma linha se constituiu o programa segundo tempo, que acumula vários projetos que ficaram a quem do previsto, em especial nas parcerias com as ONG´s como é o caso de João Dias. Segundo o próprio Ministério sua ONG não prestou contas de R$ 3 milhões dos R$ 4 milhões liberados. Coincidentemente, nesse mesmo período ele foi candidato a Deputado Distrital pelo PCdoB.

A política esportiva no Brasil está, definitivamente, invertida, e ao invés do financiar os grandes eventos midiáticos e alimentar esquemas de corrupção, o governo deveria financiar o esporte amador e tratar a prática esportiva como elemento de inclusão e interação social. Prova disso é que os estudantes dos institutos federais tiveram os JIF´s (Jogos dos Institutos Federais) cancelados por falta de recursos.

Quanto a Orlando e as denúncias, é preciso garantir espaço para sua defesa, mas sem dúvidas, sobre a condução das ações do Ministério, da Copa e das Olimpíadas não resta dúvida que está indo no caminho errado, e ele é um dos grandes culpados.

PS: Fica ainda mais feio utilizar o nome de comunista para defender esse tipo de política. Ontem foi denunciada a compra à vista por parte do ilustre Ministro de um terreno de R$ 300 mil. Com certeza não foi no Manifesto Comunista de Marx e Engels que ele buscou inspiração para esse feito.
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SIND-UTE/MG CONVOCA NOVA MANIFESTAÇÃO

SIND-UTE/MG CONVOCA NOVA MANIFESTAÇÃO

Em reunião realizada nesta segunda-feira, dia 31/10/11, o Governo do Estado apresentou a sua proposta de pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional. Esta proposta tem como características:

• uma nova tabela salarial;
• a manutenção do interstício de 5 anos para movimentação entre os níveis de escolaridade e de 2 anos para os graus;
• a variação de 5% por nível de formação;
• a variação de 1% entre os graus;
• a diminuição dos graus na carreira de 15 para 5, o que significa que todo servidor com 9 anos de serviço alcança o final da nova tabela da carreira;
• o escalonamento do posicionamento nesta nova tabela até 2015;
• ausência de proposta de Piso Salarial para os demais cargos da educação que exercem a função de suporte pedagógico à docência.

As tabelas apresentadas pelo Governo do Estado:

1) PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA

Carga horária: 24 horas

Nível de escolaridade

Grau

Nível

A

B

C

D

E

Ensino Médio

I

712,20

719,32

726,52

733,78

741,12

Superior Licenciatura Curta

II

747,81

755,29

762,84

770,47

778,17

Superior Licenciatura Plena

III

785,20

793,05

800,98

808,99

817,08

Superior Licenciatura/Pós Graduação Lato sensu

IV

824,46

832,71

841,03

849,44

857,94

Superior Licenciatura/Mestrado

V

865,68

874,34

883,08

891,91

900,83

Superior Licenciatura/Doutorado

VI

908,97

918,06

927,24

936,51

945,88

2) ESPECIALISTA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

Carga horária: 24 horas

Nível de escolaridade

Grau

Nível

A

B

C

D

E

Superior

I

785,20

793,05

800,98

808,99

817,08

Especialização

II

824,46

832,70

841,03

849,44

857,94

Mestrado

III

865,68

874,34

883,08

891,91

900,83

Doutorado

IV

908,97

918,06

927,24

936,51

945,87

Carga horária: 40 horas

Nível de escolaridade

Grau

Nível

A

B

C

D

E

Superior

I

1.308,67

1.321,75

1.334,97

1.348,32

1.361,80

Especialização

II

1.374,10

1.387,84

1.401,72

1.415,74

1.429,89

Mestrado

III

1.442,81

1.457,23

1.471,81

1.486,52

1.501,39

Doutorado

IV

1.514,95

1.530,09

1.545,40

1.560,85

1.576,46

A proposta apresentada desconsidera o compromisso assumido e assinado pelo Governo do Estado de que apresentaria o Piso Salarial na tabela salarial, ou seja, na carreira além de reconhecê-lo para toda a educação básica e não apenas para professor e especialista.

O Governo também não apresentou os dados financeiros a respeito desta proposta. Disse apenas que o reivindicado pelo sindicato custaria cerca de 3 bilhões de reais e a tabela apresentada pelo Governo custaria cerca de 1 bilhão de reais.

O Sind-UTE/MG já se posicionou que é necessário que o Governo apresente o Piso na tabela salarial em vigor e não novidades que não estavam previstas no processo de negociação que levou à suspensão da greve. Questionamos também a abertura da folha de pagamento e transparência no que se refere aos dados de orçamento estadual.


Uma nova reunião da Comissão Tripartite está agendada para o dia 07/11/11.


Secretaria de Educação não cumpre acordo

Em reunião com a Secretária de Estado da Educação, realizada no dia 19/10, o Sind-UTE/ MG acertou diversas questões funcionais dos servidores que realizaram a greve. No entanto, em sua maioria, o que foi negociado não foi cumprido. O que determinou que o sindicato orientasse o início da reposição foi a manutenção do salário pago no início de novembro e a imediata dispensa dos designados contratados para substituir quem estava de greve. Nenhuma das duas questões foram cumpridas integralmente. Por isso, orientamos a imediata suspensão da reposição. Já solicitamos reunião com a Secretária de Estado da Educação Ana Lúcia Gazzola, para esta quinta-feira, dia 03/11 para discussão destas questões.


DIA DE MOBILIZAÇÃO E PARALISAÇÃO

Diante da atual situação das negociações, dos problemas de atendimento do IPSEMG e da ausência do pagamento do prêmio por produtividade realizaremos um ato conjunto com os trabalhadores da saúde e da segurança pública no dia 10/11, 15 horas no pátio da Assembleia Legislativa.

Orientamos que as subsedes realizem assembleias locais para avaliarem o processo de negociação e organizem caravanas para realizarmos uma grande manifestação em Belo Horizonte. É preciso reagir a tudo que estamos enfrentando. É preciso pressionar para o correto pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional.

Reproduzido do Site do SINDUTE-MG

http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?MENU=1&LISTA=detalhe&ID=2734

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Em defesa da meia entrada nos jogos da Copa!

Neste mês, foi anunciada a tentativa de tolhir mais um direito da juventude: o da meia entrada. Assim como na conquista do meio-passe, esse direito só foi conquistado com muita luta, fruto de diversas passeatas e ocupações de cinemas. Porém a Fifa, que realizará a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, tem tentado, a todo custo, barrá-la nos jogos.

Nesse ano, já houveram diversos escândalos envolvendo a Federação, de corrupção a compra de votos e vitórias de jogos, tudo isso para enriquecer cada vez mais os empresários do esporte mundial. Essa é mais uma tentativa de excluir o povo do esporte no Brasil, pois além dos caros ingressos, ainda querem tirar o direito daqueles que lutaram pela meia entrada. Não podemos permitir que isso aconteça!
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Estudantes mineiros se preparam para o Congresso da UBES

Entre os dias 1 e 4 de dezembro, acontecerá o 39º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. A UBES é uma entidade histórica e foi muito importante na conquista de diversos direitos dos estudantes, como a meia entrada cultural, e em mobilizações importantes do povo brasileiro, como a derrubada da Ditadura Militar, o Fora Collor, etc.

Porém, hoje a entidade se omite diante do ataque que a juventude vem sofrendo aos seus direitos, como foi o corte de verbas de R$3 bi na educação esse ano. Aqui em Belo Horizonte, o grupo que está na direção majoritária da entidade (PCdoB / UJS) tentou trocar a conquista do meio passe para todos pelo direito restrito apenas aos estudantes inscritos em programas sociais. Além disso, apoiou o Novo Código Florestal (do Dep. Aldo Rebelo - PCdoB), que diminui o número de reservas florestais do país e retira multas e penas daqueles que desmataram, ou seja, favorece ainda mais o desmatamento e os latifundiários no Brasil. Também se calaram diante da ameaça da Fifa de retirar o direito dos estudantes à meia entrada nos jogos da Copa 2014.

Não podemos fazer silêncio diante dessa realidade, a UBES tem que ser a voz dos estudantes brasileiros!

Por isso, foi criado o movimento Rebele-se, de oposição na entidade, que é organizado em todo o país e tem o apoio de centenas de entidades municipais, estaduais e grêmios estudantis que fazem a luta pelos direitos dos estudantes. O candidato à presidência da UBES pela tese Rebele-se é Gladson Reis, ex-presidente do Grêmio do Estadual Central e atual presidente da AMES-BH.

A etapa estadual de Minas Gerais do Congresso acontecerá no próximo sábado, 5 de novembro, em Juiz de Fora. Convocamos todos os estudantes que querem transformar a realidade da educação e da UBES a se juntarem a nós nessa atividade!

Oposição avança em Minas Gerais!

Provando a indignação com os ataques aos direitos da juventude e que é preciso uma UBES que esteja, de fato, ao lado dos estudantes, a tese Rebele-se foi vitoriosa nas eleições de delegados (representantes) ao Congresso nas principais escolas do estado.

No Colégio Técnico da UFMG – COLTEC, os estudantes mostraram que são contra as medidas de privatização do ensino técnico, como o PRONATEC (defendido pela majoritária da UBES), e elegeram a chapa Rebele-se.

No Instituto de Educação de Minas Gerais – IEMG, maior escola do estado, a majoritária da UBES nunca entrou, ao contrário da oposição que, organizada pela AMES-BH, mobilizou os estudantes para a luta pelo meio-passe, pela construção do Grêmio Estudantil e para eleger um novo diretor, que lute por uma educação de qualidade. E mais uma vez, a chapa Rebele-se venceu com mais de 300 votos de diferença, provando que só quem luta conquista!

No CEFET-MG, a majoritária sequer se inscreveu, pois já havia sido derrotada na eleição do Grêmio por não ter organizado a luta dos estudantes. A chapa Rebele-se foi eleita com a totalidade dos votos, que levará 8 delegados da escola.

Também estamos presentes no interior de Minas, elegendo delegados em importantes escolas de Ouro Preto, Varginha, Alfenas e região do Alto Paraopeba.

Já na E. E. Vila Lobos, foram 397 votos para a chapa Rebele-se, apoiada pelo Grêmio da escola, contra 101 para Algo A Dizer.

Mas não para por aí, estudantes de diversas escolas, da capital ao interior de Minas, estão se mobilizando para tomar a UBES de volta para os estudantes! E você, vai ficar parado? Mobilize seus colegas e junte-se a nós nessa luta!

QUER PARTICIPAR DO CONGRESSO? Envie um e-mail para amesbh@hotmail.com ou entre em contato por telefone:

Belo Horizonte: 9396-4060 / 8455-0404 / 9274-5010 / 9416-5045

Congonhas / Ouro Preto: 9863-7321

Sul de Minas: (35) 9204-2907

Contagem: 9607-4680

Outras cidades: 9396-4060


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Greve dos professores chegou aos 112 dias

A greve dos professores da rede estadual de Minas Gerais, que foi suspensa no dia 27 de setembro, resistiu por 112 dias. A AMES-BH, desde sua fundação, acompanha e apóia não só essa greve, como toda a luta dos professores mineiros e do Sind UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação), participando das assembléias, passeatas e atos, e declarando seu apoio a toda a sociedade.

Desde o início, a categoria reivindicava o cumprimento da Lei Federal nº 11.738/08, que estabelece o piso salarial do professor de R$1.178, ou seja, o salário não pode ser inferior a esse valor. Como o piso pago pelo Governo do Estado de Minas Gerais hoje é de R$369, os trabalhadores enfrentaram com garra os primeiros dias de greve e a tentativa do Governo de colocar panos quentes na situação. “O Governo do Estado continua tralhando com informações que não correspondem à realidade. Ele apresenta números à imprensa para construir a idéia de que a greve está acabando. No entanto, fizemos apuração do quadro de paralisação em todas as regiões do estado e sabemos que a greve continua em todas as regiões do Estado. A Secretaria de Estado da Educação afirmou hoje que existem apenas 11 escolas em greve. Sabemos que não é real”, afirma Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do Sind Ute, 5 dias antes da suspensão da greve.

Com o passar dos dias, a indignação só aumentou. Já eram quase três meses sem aula e o Estado não havia dado um movimento sequer para que houvesse negociação. De todos os lados a imprensa (a serviço do Governo) atacava os trabalhadores, o Ministério Público anunciava o pedido de ilegalidade da greve, mesmo tendo o Supremo Tribunal Federal constatado que este é um direito de todo trabalhador e que o piso deve ser garantido por todos os estados. Enquanto isso, a população acompanhava de perto o descaso não só com os trabalhadores em educação, mas também com cada estudante sem aula, sem direitos e com péssima estrutura em cada escola; com cada pai e mãe, e com todos aqueles que almejam e lutam por uma educação pública, gratuita, de qualidade e para todos. Dessa forma, a greve extrapolou as barreiras e deixou de ser luta de uma única categoria, de um único sindicato, e passou a ser pauta de toda a sociedade, dentro e fora do estado de Minas Gerais.

Foram diversas passeatas de estudantes e outras categorias em apoio à greve, reuniões, colagens e, enfim, uma manifestação que reuniu mais de 9 mil jovens e trabalhadores, em defesa da educação e repudiando as medidas do Governo de Minas contra a greve. Ao invés de as reivindicações do povo mineiro serem atendidas, o que aconteceu foi o aumento do aparato policial e a marginalização dos trabalhadores em greve. Um exemplo foi a perseguição sofrida pelos que estavam acampados, em vigília na Assembleia Legislativa: “Neste fim de semana, com o pretexto de lavar a caixa d'agua, a água foi cortada inviabilizando a utilização dos banheiros. A sede da antiga Sedese foi aberta para que as pessoas utilizassem os banheiros mas percebemos que se tratava de uma estratégia para identificar as pessoas uma vez que os seguranças ficavam na porta”, afirma Beatriz Cerqueira.

No dia 16 de setembro, dezenas de professores se acorrentaram na Praça da Liberdade, em um ato simbólico, no dia e local em que haveria a cerimônia de lançamento do Cronômetro da Copa, pois milhões de reais tem sido gastos com este evento, enquanto o Governo alega que não há dinheiro para a educação. Os trabalhadores foram cercados pela PM durante mais de 6 horas e, ao final, estes e outros jovens e trabalhadores que foram à Praça para apoiar o movimento foram recebidos a base de gás de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetetes. No mesmo dia em que a greve foi suspensa, dois professores completaram 8 dias em greve de fome, em protesto contra o salário de miséria dos educadores.


Toda semana acontecia a assembléia da categoria, no pátio da Assembleia Legislativa, onde eram tomadas as decisões sobre a continuidade da greve e de como seguiria a luta nos próximos dias. E a cada assembléia, ficava claro o crescimento do número de trabalhadores na luta, e de toda a sociedade em apoio a estes.

Após 112 dias de omissão e intransigência, o Governo do Estado se apresenta aberto a negociação com o sindicato. Diante disso, os professores decidiram, na noite do dia 27, suspender a greve até que terminassem as negociações. É importante ressaltar que continuamos sob estado de greve, ou seja, caso as reivindicações do povo não sejam atendidas, a greve será retomada no dia 8 de outubro, data da próxima assembléia.

Foram 112 dias de greve, 112 dias de ataque aos trabalhadores e, ainda assim, os mineiros resistem, mostrando que a luta é o único caminho para conquistar os direitos do povo e transformar a educação em prioridade em nosso país.

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AMES-BH se reúne pela primeira vez com Marcio Lacerda

Na tarde do dia 12 de setembro, diretores da AMES-BH, DCE UFMG, Grêmio do Estadual Central, Grêmio do CEFET e membros da União da Juventude Rebelião se reuniram com o Prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Essa foi uma reivindicação da AMES-BH desde que foi fundada, e só se concretizou após nove anos de existência, fruto de diversas lutas que demonstraram a força do movimento estudantil.
A reunião começou com o informe da Prefeitura sobre a situação atual do meio passe. Logo, os estudantes questionaram o fato de hoje haver investimento suficiente para que apenas 10 mil jovens tenham acesso ao direito, e que destes, menos de 900 receberam o cartão. Foram feitas diversas críticas à contra-propaganda que a Prefeitura tem feito sobre o meio passe, alegando que a lei só garante o direito ao estudante inscrito em programas sociais, como bolsa escola ou bolsa família, o que é mentira, visto que a lei que conquistamos com 25 anos de luta garante o meio passe a todos os estudantes.
Outro ponto levantado pelos estudantes foi sobre a forma burocrática com que o cadastro dos estudantes tem sido feito, pois o requerimento do meio passe não está disponível a todos e exige uma série de documentos sem necessidade e, além disso, diversos jovens são mal atendidos e/ou impedidos de entregar o seu formulário nos postos de recolhimento. Sem mais argumentos diante desta realidade, a Prefeitura se disponibilizou a facilitar a solicitação, disponibilizando também o cadastro via internet, avaliando a possibilidade de exigir apenas o formulário preenchido sem documentos e deixando de barrar os estudantes que fossem entregar o seu requerimento nos postos.
Porém, nada disso seria necessário se a lei fosse cumprida e o meio passe garantido a todos os estudantes. A desculpa dada pela Prefeitura é sempre de que não há verba suficiente para investir no fundo que foi criado, mesmo sabendo que os donos das empresas de ônibus tem lucros exorbitantes sobre os altos preços da passagem, e que todos os anos apenas o município gasta cerca de 300 bilhões de reais em pagamento de juros de dívidas que já foram pagas dezenas de vezes, e também não podemos esquecer das viagens de R$25 mil cada realizadas pelo Prefeito. Os estudantes exigiram que a lei seja cumprida e que, para isso, a verba saia do lucro das empresas, que o investimento da Prefeitura seja o suficiente para garantir o meio passe para todos os estudantes (inclusos na Lei de Orçamento Anual relativa a 2012) e também que haja discussão com os governos estadual e federal para garantir esse direito aos estudantes.
Além disso, hoje quem emite a carteira do meio passe é a BH Trans, ou seja, não está sob controle dos estudantes. Foi citado o exemplo de diversos estados em que o cartão é emitido pelas entidades estudantis, o que favorece o controle e, além disso, cria condições para que cresça a luta pelos direitos dos estudantes, visto que o valor pago pela carteira nesse caso vai para as entidades, e não para o bolso dos empresários. A Prefeitura se comprometeu a discutir e levar a proposta ao Conselho do Meio Passe, órgão do qual a AMES-BH também faz parte.
Por fim, os estudantes pautaram a forma truculenta com que as entidades tem sido recebidas na Prefeitura, sendo impedidos de entrar e, quando menos, mal recebidos e perseguidos por guardas municipais no interior do prédio. Também questionaram a multa de R$2mil que a AMES-BH recebeu por organizar atos em defesa do meio passe na Praça Sete.
Essas são provas do descaso da Prefeitura com a juventude, que prioriza investir no lucro dos empresários ao invés da educação, mas também de que apenas com luta é que conquistamos o meio passe, e só com mais estudantes nas ruas é que conquistaremos para todos os estudantes. Precisamos agora nos manter firmes, cobrar o cumprimento das propostas feitas na reunião e exigir o direito do meio passe para todos. Por isso, chamamos todos a participarem da AMES-BH, construir e fortalecer os Grêmios Estudantis em cada escola, e avançar na conquista dos nossos direitos.