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Ocupação da Câmara arranca conquista na luta pelo meio-passe






A luta pelo meio-passe para todos os estudantes no transporte coletivo de Belo Horizonte se aproxima mais da conquista. No último dia 16, estudantes organizados pela AMES-BH, demonstraram grande combatividade em duas manifestações que mexeram com a cidade. Na Câmara Municipal, mais de 300 estudantes ocuparam o plenário para exigir a imediata apresentação pela Prefeitura, do projeto de Lei do meio passe e ao mesmo tempo, a praça sete foi tomada por mais de 600 estudantes.

Desde a manifestação do dia 25 de março a prefeitura se comprometeu a apresentar até o fim de abril o projeto de lei do meio-passe, mas não cumpriu a promessa. O prefeito Márcio Lacerda preferiu proteger o lucro milionário dos empresários do transporte coletivo e interrompeu as negociações com a AMES-BH para que o projeto não fosse votado neste ano.

A ocupação da câmara cumpriu um papel imprescindível, pois afirmamos que só sairíamos com o projeto de lei. Assim, obrigamos o Prefeito a parar o que estava fazendo para reunir-se com os seus secretários, discutir o meio-passe e cumprir o acordo. Desse modo, se comprometeu por escrito a no dia 21 (segunda-feira), apresentar o projeto de lei. Também ficou acordada uma reunião no dia 23 (quarta-feira) da AMES-BH com os vereadores para marcar a data da votação do projeto e discutir as propostas da entidade sobre o meio passe.

Depois de 25 anos de luta pelo meio-passe a vitoria se aproxima, pois com nossa luta estamos arrancando conquistas históricas, e demonstrando que só com a luta podemos ter conquistas. Agora é a hora de fortalecermos ainda mais nossas mobilizações e organizarmos uma grande jornada de lutas pela aprovação do meio passe para todos os estudantes em BH e reafirmar que radicalizaremos as nossas lutas e arrancaremos o meio-passe na lei ou na marra.


Gladson Reis
Presidente da AMES-BH
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Estudantes do CEFET-MG elegem um Grêmio de luta!




Em junho deste ano, o movimento estudantil secundarista mineiro foi marcado pelas eleições do Grêmio Estudantil do CEFET-MG. No decorrer das campanhas eleitorais houve pequenos conflitos e muita disputa entre as três chapas concorrentes, a “Chapa Ação”, “Atitude” e “Algo a Dizer”, cuja vencedora teve 80% dos votos, a chapa “Algo a Dizer”.
As eleições para o Grêmio do CEFET-MG ocorreram no dia 1° de junho, terça-feira, acumulando 1016 votos no total (quase 400 votos a mais que a última eleição), dentre os quais 813 foram para a chapa vencedora “Algo a Dizer”, 163 para a “Chapa Ação” e 25 para a chapa “Atitude”. Observando-se o histórico das três chapas é possível entender essa diferença esmagadora de votos.
A Chapa Atitude, detentora dos dois mandatos anteriores, agia como grêmio apenas nos períodos eleitorais, ausentando-se de lutas pelos direitos dos estudantes e deixando de realizar atividades na escola para os alunos. Caminhando no mesmo sentido encontrava-se A Chapa Ação, que realizou uma campanha eleitoral despolitizada, apelando para a compra de votos em troca de suco, além de ter sido apoiada por grupos que se escondem por trás de entidades estudantis para venderem a luta dos estudantes pelo meio passe. Já a chapa “Algo a Dizer” trilhou um caminho diferente.
Apoiada pela Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas da Grande BH (AMES-BH) e pela União da Juventude Rebelião (UJR), a Chapa “Algo a Dizer” foi formada por mais de 100 estudantes dos dois Campi, distribuídos por todos os cursos e turnos, que compreenderam a necessidade de ter um grêmio forte e representativo no CEFET-MG.
Lutar pelo meio passe junto a AMES-BH e pela permanência do preço do bandejão a R$1,00 foram importantes propostas da chapa “Algo a Dizer” que já estão sendo postas em prática. Outras propostas da Chapa, fundamentais para a eleição, incluem eventos culturais e esportivos cuja finalidade é integrar os alunos em momentos de lazer e entretenimento.
“Algo a Dizer” surgiu como um pequeno movimento formado pelos estudantes, porém mobilizou muitos alunos e transformou-se em uma chapa de proporções históricas. A vitória da chapa “Algo a Dizer” comprovou que os estudantes do CEFET-MG querem um grêmio atuante e representativo, além de demonstrar a força de mudança que os estudantes possuem quando estão unidos.


Sabrina Santana, Secretária Geral do Grêmio do CEFET-MG e
Guilherme Silva, militante da UJR
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MANIFESTAÇÃO PELA VOTAÇÃO DO PROJETO DE LEI DO MEIO PASSE - 16 DE JUNHO!



AUNDIÊNCIA PÚBLICA GARANTE PROMESSA DE LEI DO MEIO PASSE NA CÂMARA

SAI NA LEI OU NA MARRA

No dia 28 de maio, foi realizada a audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte que discutiu o meio-passe. Na noite anterior ao dia 28 dezenas de estudantes fizeram uma vigília em frente a Câmara Municipal de Belo Horizonte em forma de protesto e pressionar o acontecimento da audiência. Garantida a Audiência que contou com a presença de cerca de 200 estudantes a prefeitura prometeu os estudantes um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal até o dia 16 de junho.

Na noite de 27 de Março cerca de 50 estudantes levaram colchonetes para acampar em frente à Câmara Municipal de Belo Horizonte. Essa ação puxada pela AMES-BH foi em protesto à última audiência pública para discutir o meio passe que foi desmarcada um dia antes pelo Vereador Iran Barbosa e ao descaso que os vereadores e o poder público tem em discutir assuntos pautados pela população. Depois de uma noite fria os estudantes acordaram cedo, se juntaram a vários outros que chegavam e entraram em manifestação à Câmara. Com palavras de ordem como:”O dinheiro do meio pai não é capim, eu quero meio passe sim!” ocuparam todo o espaço que por direito são deles.
As 9 horas da manhã deu-se início a audiência com representantes de várias entidades estudantis como AMES-BH, UBES, UEE, UCMG, Grêmios e DA’s. Nas falas os estudantes muitos colocaram a contradição que há na proposta da prefeitura em defender meio-passe só para quem tem bolsa família e bolsa escola sendo que quem tem essas bolsas normalmente estudam perto de casa e o bolsa família e escola tem que ser para garantir material escolas, alimento e etc. e não para pagar passagem, uma das mais caras do país. Os estudantes fizeram coro com proposta defendida pela AMES-BH e deixou bem claro que o direito do meio-passe deve ser de todos os estudantes.
O que nos deixou chocados foi a UCMG – União Colegial de Minas Gerais, defender na mesa da audiência pública a proposta da prefeitura: do meio passe limitado. Ironicamente foram eles que pediram para o Vereador Iran Barbosa cancelar a audiência pública que ocorreria dias antes. Isso deixa claro a cada dia que passa quem verdadeiramente está ao lado dos estudantes.
Mas não teve espaço para essa proposta e saímos uma proposta da prefeitura: Que até o dia 16 de Junho um projeto do meio passe estaria na Câmara Municipal para ser votado. Isso é um avanço que nos conseguimos com nossa luta!
Porém a luta não para. Chegamos a uma fase decisiva nesta conquista, a fase final deu-se início. Mesmo com o projeto na Câmara, que não sabemos direito o que é, temos que está preparados. Esse ano é ano de eleição, pelo o que sabemos a câmara entra em recesso apartir do dia 23(isso pelas últimas informações que temos). E sabemos como o poder público funciona, como já dizia a velha frase popular: ”Governo é que nem feijão, só funciona na pressão” então vamos pressionar! Mesmo com a promessa do dia 16 de junho o projeto está na câmara ele pode ser bom ou ruim isso só vai depender de nós.
Pois isso a AMES-BH chama novamente os estudantes a travar essa fase final na luta! Ir para as ruas defender o meio passe para todos os estudantes!

MANIFESTAÇÃO PELA VOTAÇÃO DO PROJETO DO MEIO PASSE!
DIA 16 DE JUNHO – PRAÇA 7 – 8 HORAS DA MANHÃ!
O MEIO PASSE SAI NA LEI OU NA MARRA!
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NOTA EM DEFESA DA LEGÍTIMA MANIFESTAÇÃO DOS ESTUDANTES CONTRÁRIOS A ADESÃO DA UFMG AO ENEM NESSE ANO


Setores ligados ao governo e infiltrados no movimento estudantil vem tentando justificar a adesão da UFMG ao ENEM no ultimo dia 05 de Maio dizendo que esse é mais um passo em direção a uma universidade pública, gratuita, de qualidade e para todos. Com esse argumento, esses verdadeiros funcionários do governo, nesse mesmo dia, manipularam cerca de cem estudantes que foram levados para a porta da reitoria para a montagem de uma verdadeira encenação que culminou na adesão da UFMG ao ENEM.

No entanto a grande massa estudantil composta de trabalhadores ou filhos destes, que vêm se preparando e gastando parte considerável da sua renda familiar para passar no vestibular da UFMG, que vinha pagando cursinho, que havia comprado os livros exigidos pela universidade e se dedicando a estudar para ter as chances que têm os filhos da elite de passar no antigo e excludente modelo de seleção foi surpreendida e se revoltou com a decisão de última hora da universidade.

Indignados, no dia 11 de maio (terça-feira), 2000 estudantes de cursinhos e escolas públicas e privadas de Belo Horizonte, fizeram uma combativa manifestação no campus Pampulha da UFMG com a pauta unitária de ser contra a adesão da UFMG esse ano ao novo ENEM.

A manifestação foi legítima e os estudantes secundaristas fizeram uma irreverente mobilização: muitas palavras de ordem e animação marcaram o grande ato. Uma disposição de vencer bem diferente da “passeata” chapa branca pró-governo realizada para justificar a aprovação da adesão.

O reitor da UFMG Clélio Campolina, recebeu uma comissão de representantes dos estudantes e disse a eles que não era possível rever a posição tomada pois o prazo para mudanças no edital das provas já foi publicado e o prazo final para quaisquer mudanças terminou na última segunda-feira.

Vale lembrar que na própria universidade não houve debates com a comunidade acadêmica e o autoritarismo, muito presente nas ultimas gestões, vem sendo mantido por essa reitoria. Os pouquíssimos estudantes que sabiam dessa proposta quase secreta da UFMG, ou eram membros das congregações ou alguns integrantes da atual gestão “Outras palavras” do Diretório Central dos Estudantes – DCE-UFMG, verdadeiros agentes da reitoria e do governo.

Para finalizar, gostaríamos de chamar a atenção de todos sobre a “democratização” que supostamente o ENEM trás para a entrada nas universidades públicas federais dos estudantes oriundos das camadas populares. Gostaríamos de ressaltar duas questões a esse respeito: a primeira é que não podemos esquecer que as máfias dos cursinhos que servem hoje para "adestrar" estudantes para passar no injusto processo chamado vestibular, vão continuar existindo, mas agora com os chamados "Pré-ENEM" e os que tiverem condições de pagar os cursinhos mais caros e que forem melhor “adestrados”, continuarão sendo privilegiados no preenchimento das vagas. A segunda questão é que dados do próprio Ministério da Educação demonstram que em 2009 se inscreveram para o ENEM 4,5 milhões de candidatos no ENEM em todo país, no entanto como existem apenas 300 mil vagas nas universidades federais, ficaram de fora 4,2 milhões de estudantes que sonhavam com o ensino superior público, o que na nossa avaliação é o maior sintoma do caráter excludente do ENEM e do vestibular.

Portanto não se trata de mudar a forma da prova, que no final das contras apenas tenta mascarar o problema central. Vale lembrar que essa adesão da UFMG impôs aos estudantes oriundos de escolas públicas uma situação muito mais complicada, pois terá que pagar duas vezes para entrar na UFMG, uma para fazer o ENEM e outra para fazer a segunda etapa do vestibular interno.

Em um país rico como o Brasil, o que falta ao governo é dar prioridade para o povo e ao invés de destinar mais de 150 bilhões com pagamento de juros e amortizações da divida, ou privatizar a educação salvando os tubarões do ensino privado comprando vagas nas universidades privadas com o PROUNI, deve investir esses recursos para construir universidades por todo país, acabar com o vestibular e qualquer outro processo seletivo excludente e instituir o livre acesso a universidade pública. Esse sim é um enorme desafio que terá que ser enfrentado pelas classes trabalhadoras e sua juventude com muitas mobilização e luta.

Mais do que partidos, os que apoiaram a mobilização, foram representantes legítimos que honram a historia de luta e combatividade da UNE, da UBES e demais entidades dos estudantes. Essa situação apenas demonstrou novamente que é preciso combater e derrotar esses omissos e mentirosos “representantes” do governo no ME.



Belo Horizonte, 14 de maio de 2010.



Leonardo Pericles

Diretor de Universidades Públicas da União Nacional dos Estudantes UNE

Estudante da UFMG e Militante da União da Juventude Rebelião - UJR

Contato: 31 - 84982338



Gladson Reis

Presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte AMES-BH

Diretor de Relações Internacionais da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas UBES

Estudante do Estadual Central e Militante da União da Juventude Rebelião - UJR - Contato: 31 - 98732141
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Estudantes do CEFET-MG organizam chapa para a eleição do Grêmio

Insatisfeitos com a atual situação do Grêmio Livre Estudantil do CEFET-MG, mais de 100 estudantes de diversos cursos do CEFET-MG Campus I e II apoiados pela AMES-BH organizam a chapa "Algo a Dizer" para disputar as eleições e construir um grêmio de luta em sua escola.
Confira a baixo o texto:

Está se aproximando o dia da eleição para o grêmio estudantil do CEFET-MG, e logo os estudantes elegerão uma chapa para lutar pelos seus direitos.

O CEFET-MG tem história e necessita de um grêmio forte, que conheça os problemas dos estudantes, defenda seus interesses e organize eventos de entretenimento, lazer e integração entre os alunos. Diversos problemas são mais que visíveis e precisamos nos mobilizar em torno destas questões reais como a ausência de vários professores. A instituição necessita de um grêmio que ponha em prática suas propostas de candidatura.

Atualmente, muitos alunos, principalmente os “calouros”, desconhecem a existência de um grêmio estudantil no CEFET-MG. Assim como desconhecem a obrigação desse grêmio de opinar e interferir em assuntos relevantes que envolvam os alunos e a instituição, como a política educacional do governo e o meio-passe para todos os estudantes. Tais posturas não estão presentes na atual gestão do grêmio, cuja característica de maior irrelevância é a atitude, além de tudo não presta contas e o grêmio se quer tem um estatuto.

Você concorda com isso?

Nós da chapa “Algo a dizer” não concordamos e convidamos todos a participarem e apoiarem esse movimento, para juntos mudarmos essa situação!

Sabrina Santana, estudante de Turismo e Hebert Costa, estudante de Eletrônica do CEFET-MG.
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Nova Edição do Jornal do Grêmio do Estadual Central


O Grêmio Livre Estudantil da E.E. Gov. Milton Campos (Estadual Central) acabou de lançar uma nova edição de seu jornal informativo.

Nesta edição os estudantes poderão acompanhar a situação da luta pelo meio passe, as atividades culturais realizadas pelo grêmio, as posturas da direção da escola frente ao grêmio além de diversas atividades realizadas no ano passado.

Se você também quer que sua escola tenha um grêmio forte e atuante, procure a AMES-BH e saiba como.
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AMES BH realiza ato na Praça 7 - Prefeitura tenta impedir.

Aconteceu no dia 06 de Maio de 2010, na Praça 7 pela manhã, um ato público realizado pela AMES-BH, no qual foram utilizados som e panfletos para informar a população sobre a luta do Meio Passe. Essas atividades foram muito bem recebidas pela população, contando com a participação de pais e professores que deixaram seu manifesto de apoio. Porém, durante a mobilização, a prefeitura tentou impedir os estudantes, inclusive com agressões físicas e morais, de continuar um ato público, defendido por lei federal. Mas não obtiveram êxito, a panfletagem terminou após a distribuição de aproximadamente 4 mil panfletos.

O ato havia se iniciado com cerca de 10 estudantes fazendo a distribuição do material de campanha do Meio-Passe, quando 3 homens sem identificação e com rádios nas mãos nos abordaram e nos ordenaram parar a panfletagem, argumentando não termos alvará da prefeitura para tal atividade. Oras, quantos panfletos são distribuídos por toda Belo Horizonte sem concessão de alvará? Esses homens devem desconhecer que o direito à livre expressão e à manifestação, inclusive panfletagem, são atos públicos e políticos garantidos pela constituição federal. A nossa resposta foi continuar agindo.

Após algum tempo, esses homens voltaram acompanhados por fiscais da prefeitura e policiais militares e tentaram tomar a força os panfletos de nosso ato, ignorando uma lei federal da constituição brasileira. Esses indivíduos sem identificação, que pareciam mais agentes disfarçados da polícia, chegaram a agredir fisicamente e verbalmente uma estudante e um menor de idade que panfletavam. Mesmo assim a panfletagem não parou. Fomos ao som e denunciamos à população, que nessa hora já se aglomerava em nossa volta, a truculência da polícia militar, seus agentes disfarçados e “capangas azuis” da fiscalização. Inclusive, por diversas vezes, pedimos a identificação de um dos homens, o que agrediu a estudante Ana Gabriela, porém ele se referiu a nós com palavras chulas e agressivas, além de nos ignorar.
"Não estamos mais na ditadura militar, ela já acabou! A prefeitura não tem o direito de impedir os estudantes e os trabalhadores de se manifestar!". Essas foram as palavras de Leornardo Péricles, Diretor da UNE, ao microfone, enquanto a polícia e capangas, cercados pela população, não tinham mais o que fazer e abandonavam o local.



LEIA O PANFLETO - CLICK AQUI


Lei federal (
LEI No 5.250, DE 9 DE FEVEREIRO DE 1967.).




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FELCO - de 28 de Abril a 3 de Maio.


FELCO - de 28 de Abril a 3 de Maio.
O Festival Latino Americano da Classe Obrera - FELCO é um festival de cinema e vídeo que reúne vários vídeos retratando a classe trabalhadora pela América Latina. Sua última edição foi em 2008. Vários vídeos foram exibidos, muitos denunciando os maus tratos que trabalhadores sofriam e latifundiários que armavam milícias contra sem-terras.

A 5ª Edição do FELCO começará no dia 28 de Abril (amanhã) e vai até 3 de Maio. As exibições acontecerão no Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes.

Programação - http://fcs.mg.gov.br/agenda/1582, felco-%E2%80%93-festival-latino-americano-da-classe-obrera.aspx
Exibições gratuitas.

A ARTE COMO FORMA DE COMUNICAÇÃO E DEMINAÇÃO

As artes sempre cumpriram um papel muito importante em nossa sociedade, principalmente quando falamos em formar opinião, comunicar-se. Vemos isso principalmente em programas de televisão, usam de uma arte - o cinema, para formarem opinião, imporem um estilo de vida. O que mais vemos são filmes enlatados made USA querendo nos vender um modo de comer, vestir, namorar, viver... Ignorando que, no Brasil, existe uma cultura totalmente diferente. O imperialismo não é só econômico, mas também cultural. Para se dominar uma população economicamente sabe-se que se tem que extinguir totalmente sua cultura local e impor uma cultura padrão. É isso que tentam fazer conosco a todo o momento.
A televisão tem um papel importante nessa alienação e imposição de cultura, principalmente a REDE GLOBO. Peguemos um exemplo: Malhação. Malhação é uma novela (do setor nunca mais termina) que é direcionada para a juventude. 97,59% das coisas que passam em Malhação são totalmente fora da realidade de 98,87% das pessoas que assistem diariamente à longa-série. A maioria das pessoas que assiste Malhação não estuda em uma escola particular, nem tem um bom ensino, provavelmente não vão passar em medicina na UFRJ, não vão tomar suco com os amigos depois da aula e muito menos são ricos. E qual é o caráter de colocar uma coisa tão fora da realidade para a maioria da juventude? Oras, é fundamental deixar a juventude com água na boca, desejando uma educação de qualidade, por laboratórios, uma boa biblioteca, suco depois da aula e carro com motoristas. E pra ter isso como fazer? É só entrar na escola particular e tudo se resolve. É só trabalhar duro e mais e mais para tomar o suquinho depois da aula. Não importa o que faça, nem o quanto trabalhe, o importante é o salário no final do mês. A dominação no final das coisas fica muito mais fácil.

ARTE PARA O POVO, ARTE PARA LIBERTAÇÃO

Temos que resgatar nossa cultura, nossas raízes, nossa história. Temos que retratar o que a população passa realmente diariamente, não o que é retratado por meia dúzia de escritores que nunca moraram em uma favela ou nunca teveram terra para plantar. Nossos costumes regionais têm que ser mantidos, respeitando as mudanças naturais que ocorreram, mas não por imposição de países imperialistas que querem explorar um povo.
Por isso priorize em seu grêmio, associação de bairro, sindicato, grupo de estudos, escola, etc., atividade da Cultura Popular Brasileira e da America Latina.

Por isso o FELCO é um festival importante de se ir e participar, fora os debates que existem. O conhecimento é a fonte de tudo! Informe-se, fortaleça-se, una-se.


Ah, o FELCO é de graça.
Boa conscientização!
Tentei falar só sobre o FELCO, mas não consegui!


Essa matéria foi escrita por Maria Luiza A. da Silva.