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Greve para Chile contra privatização da educação



Pela Constituição chilena é terminantemente proibido o lucro na educação. No entanto, as instituições de ensino superior do país são todas pagas, mesmo as instituições públicas, herança da ditadura de Pinochet (1973-1990), levando os estudantes a ficarem endividados antes mesmo de terminarem a faculdade. Ao todo, o Chile tem mais de um milhão de estudantes universitários num país de 17 milhões de habitantes.

É dentro desse cenário que ocorre uma das principais mobilizações dos estudantes chilenos. Ao longo dos últimos três meses, estudantes secundaristas e universitários têm se mobilizado para cobrar mudanças no sistema educacional chileno, na busca de uma educação gratuita e de qualidade, garantindo-a como um direito social humano universal.



"Fim ao lucro" é uma das palavras de ordem mais presentes em faixas, bandeiras e nas ocupações, que já atingem mais de 700 escolas e praticamente todas as principais universidades do país. A ampla participação estudantil tem chamado atenção de todo o mundo, e a postura intransigente do governo Sebastián Piñera transformou a bandeira da educação pública num grande enfrentamento político entre o governo e o povo chileno.

Nos dias 24 e 25 de agosto, foi convocada uma greve geral pelas centrais sindicais em apoio às reivindicações de educação pública e gratuita e contra a política econômica. Um milhão de pessoas foram às ruas convocadas por um total de 82 organizações sindicais, estudantis, de professores e de direitos humanos. No aeroporto de Santiago, os trabalhadores aderiram à paralisação, que aconteceu ainda na saúde, na distribuidora de energia Chilectra e na maioria dos serviços públicos como correios, previdência social e bibliotecas, entre outros órgãos. Como expressão dessa luta, 33 jovens decretaram greve de fome, na tentativa de sensibilizar o governo para as negociações.

As manifestações estudantis desencadearam um rico processo de união e mobilização de todo o povo, e isso já tem criado efeito na própria imagem do governo, que, pouco mais de um ano depois de tomar posse, tem um índice de aprovação de apenas 26%. Mas, demonstrando todo o seu desprezo com as reivindicações populares, o governo de Piñera tem mobilizado um grande aparato repressivo e entrado em choque com os estudantes, mesmo fora das manifestações, perseguindo-os em especial nos bairros pobres de Santiago. Várias são as cenas de agressão e violência protagonizadas pela polícia chilena, deixando cada vez mais claro o caráter de classe do Estado e seus interesses e mais de 1.000 estudantes estão presos.

No dia 26 de agosto, em Santiago, um jovem de 16 años, Manuel Gutiérrez, foi assassinado pela policía chilena quando participava de uma manifestação. Segundo uma testemunha, um policial realizou três disparos, dos quais um foi no peito de Manuel. Merina Reinoso, mãe do adolescente, também confirmou o crime "as pessoas que estavam com meu filho são testemunhas de que foram os policiais quem dispararam".

Falando a imprensa, a líder estudantil Camila Vallejo, de 23 anos, ameaçada de morte recentemente, disse que os protestos vão continuar até que o governo atenda às exigências dos estudantes. "Já não nos serve este modelo neoliberal, que tem por finalidade o lucro e o negócio de uns poucos. Nós cremos que é necessário avançar para um sistema igualitário e de uma projeto para educação que possa pensar um país novo. Queremos um país livre, justo, democrático e igualitário. E para isso necessitamos de uma educação de qualidade para todos", afirmou a dirigente da Federação dos Estudantes da Universidade Chilena (FECH).

O "inverno chileno" promovido pela juventude do país é mais uma prova da disposição de luta da juventude, e de que os efeitos da crise - que aumentam o desemprego e exigem dos governos o corte dos investimentos nas áreas sociais - só serão vencidos com a mobilização popular, para que se possa, de uma vez por todas, dar um basta ao regime do lucro e da exploração e construir uma educação pública e gratuita para todos e um mundo justo e sem opressão.

União da Juventude Rebelião (UJR)

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UJR lança Gladson Reis candidato à presidente da UBES!!


A Coordenação Nacional da UJR lança o estudante Gladson Reis, diretor de Relações Internacionais da União Brasileira de Estudantes Secundaristas - UBES, atual presidente da Associação Metropolitana de Estudantes Secundarista da Grande BH - AMES BH, ex-presidente do Grêmio do Colégio Governador Milton Campos, o Estadual Central e militante da União da Juventude Rebelião - UJR.
Gladson Reis iniciou sua militância no movimento estudantil em 2005 foi 2 vezes presidente do grêmio do Estadual Central e em 2009, fruto da sua liderança no movimento estudantil da capital mineira, foi eleito presidente da AMES BH e se tornou a principal referência das lutas que conquistaram em 2010 o meio passe naquela que era a unica capital onde os estudantes não tinham esse direito.
Na diretoria da UBES a participação de Gladson foi marcada pela defesa intransigente dos interesses dos estudantes e pelo resgate das bandeiras históricas da UBES, abandonada pela maioria da diretoria da entidade. Na Conferência Nacional de Educação -CONAE, entre os diretores da UBES que eram delegados, ele foi o único que defendeu e votou os 10% do PIB para educação, denunciando que mais de 40% do orçamento ia para o pagamento da divida pública.
Para o 39º Congresso da UBES os estudantes de todo o país estão se organizando e elegendo delegados para que a UBES volte a ser uma entidade marcada pela rebeldia e pelo combate por uma educação pública, gratuita e de qualidade. Segundo Gladson Reis: "É necessário fazer com que os estudantes do país inteiro se mobilizem contra o pagamento da divida pública e contra os leilões do petróleo para garantir que a educação no Brasil seja uma prioridade. É preciso ainda combater os programas dos governos que desviam dinheiro público para a educação privada, como o PROUNI e o PRONATEC defendidos pela atual diretoria da UBES."
Nesse congresso a oposição tem candidato, Gladson Reis representa a luta de todos os setores descontentes com essa UBES inerte aos interesses dos estudantes, por isso convocamos todos os grêmios, entidades estudantis e organizações para construir nas ruas essa candidatura.

Já constroem essa candidatura:
União da Juventude Rebelião (UJR), FENET, AMES-BH, AERJ, ARES ABC, AMES FSA, USEA-AL, UESPE, ARES Recife, UESP Petrolina, APES-PB, APES-JP, UESP Potiguar, UESM Fortaleza, UEES-CE, UESB Belem, AMES Teresina e demais entidades filiadas.
Construa você também a candidatura da oposição!
CHEGOU A HORA DA VIRADA!
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Grêmios se reúnem no 5º CEB da AMES-BH




Estudantes de mais de 12 escolas se reuniram no sábado, dia 27 de agosto, no Conselho de Entidades de Base da AMES-BH. Dezenas de jovens reafirmaram a combatividade do movimento estudantil em Belo Horizonte, colocando o importante papel que cumpriram e ainda cumprem os grêmios estudantis, e a importância da organização dos estudantes em casa escola.
Na parte da manhã, aconteceu o debate sobre a situação que vivem a juventude e os trabalhadores. Na mesa, estavam Gladson Reis, presidente da AMES-BH - que falou sobre a luta da juventude no Brasil e no mundo, pelos seus direitos e pela liberdade - e Professor Paulo Henrique, diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais – SindUTE, que falou sobre a atual situação da greve dos professores da rede estadual.
À tarde, foi lançado o 2º vídeo da AMES-BH, que mostra a trajetória da entidade e algumas de suas lutas nos últimos três anos, principalmente a conquista do meio passe. O debate, apresentado por Júlia Raffo – presidente do Grêmio do Estadual Central – girou em torno das lutas que tem que ser travadas daqui para frente. A principal conclusão tirada no debate foi da necessidade de avançar na conquista do meio passe, pois após 25 anos de luta os estudantes de BH conquistaram o direito, e mesmo assim a Prefeitura investe o suficiente para que apenas 10 mil estudantes o tenham. “Foi nas ruas, fazendo passeata que conquistamos a lei, e nas ruas conquistaremos o meio passe para todos os estudantes”, afirmou Júlia. Também foi falado sobre a importância de fortalecer o movimento estudantil nacionalmente, e que para isso é necessária a retomada da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES. Por isso, todos devem se preparar para participar do Conselho Nacional de Entidades Gerais – CONEG, que acontecerá entre os dias 1 e 3 de setembro, em Brasilia.
Ao final, foi escrita uma carta do encontro, para que fique marcado na história que a juventude de Belo Horizonte tem sede de mudança, e sabe que para transformar a realidade em que vivemos é preciso lutar!
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Professores do Estadual Central aderem à greve


Na manhã de hoje, os professores do Estadual Central decidiram aderir à greve, que teve início no dia 8 de junho de 2011. O motivo que levou à decisão foi a contratação de novos professores para substituir os que já estavam em greve. “Isso é um desrespeito, uma vez que o Governo tem um discurso falacioso de preocupação em relação à conclusão do ensino médio, e sequer se senta para discutir a questão do piso salarial com os professores. Os estudantes tem capacidade crítica para avaliar a situação, e apoiar o movimento”, diz Carolina Moreira, professora de filosofia.
Os estudantes estão indignados com o descaso. “É um absurdo o Governo dizer que se preocupa com a nossa educação, enquanto paga um salário de fome aos nossos professores. O governador quer isolá-los, por isso precisamos agora, mais do que nunca, nos juntarmos a eles nessa luta” afirma Júlia Raffo, presidente do Grêmio Estudantil.
Essa é mais uma prova de que precisamos nos unir, pois a luta é a única forma de conquistar nossos direitos. Por isso, convocamos todos os estudantes à passeata em apoio à luta dos professores.

PASSEATA EM APOIO À GREVE DOS PROFESSORES
DIA 24/08/11
CONCENTRAÇÃO: 13h, na porta do Estadual Central
14h, na Assembleia Legislativa
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Nova manifestação em apoio à greve!

Em menos de uma semana, estudantes da rede estadual de ensino de Minas Gerais já realizaram duas passeatas em apoio à greve dos professores, que dura há mais de dois meses. Segundo a Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH - AMES-BH, a luta é para que o Governo do Estado cumpra a lei federal que estabelece um piso salarial de R$1.187 para os trabalhadores em educação. Conforme afirma o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação - SindUTE, o piso pago pelo Governo em Minas é de apenas R$369.
A próxima passeata acontecerá amanhã, e deixará claro a toda a população de Belo Horizonte e, principalmente ao Governo do Estado, a revolta dos estudantes contra o descaso com a educação.

MANIFESTAÇÃO: 17/08/11
ÀS 18H
NA PRAÇA 7
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Juventude ergue barricadas em Londres

Revoltados com o assassinato covarde de Mark Duggan, morador de um bairro de 29 anos, no sábado dia 6 pela polícia, e com os cortes nos gastos sociais, principalmente na educação e na saúde, e o alto desemprego, jovens ingleses estão nas ruas desde domingo promovendo várias manifestações e enfrentamentos com a polícia. Os jovens ergueram barricadas para se proteger dos tiros. Na terça feira, dia 9 de agosto, outro cidadão, de 26 anos, foi morto em Croydon, subúrbio londrino, por um tiro. O governo em vez de atender a reivindicação de Justiça dos manifestantes, decidiu aumentar a repressão.

Estudantes tomam as ruas de Londres

As férias da Scotland Yard foram todas suspensas. "Vamos ter ajuda de policiais de outras regiões do país e faremos tudo que for necessário para impedir a desordem. Até agora 700 pessoas foram presas e vamos fazer de tudo para acelerar os processos, porque devemos esperar mais detenções. Vocês (manifestantes) vão sentir a força total da lei. Se vocês têm idade o suficiente para cometer esses crimes, vocês têm idade o suficiente para serem punidos", declarou em tom raivoso o primeiro-ministro.

Segundo o "Guardian", cerca de 200 jovens entraram em confronto com policiais no Centro de Birmingham, vitrines de lojas foram quebradas. Mais tarde, uma delegacia foi incendiada, e 87 pessoas presas. Uma "zona de exclusão" foi instalada ao redor do shopping center "Bullring", que fica perto da área onde os conflitos iniciaram. A polícia local disse que mais agentes foram convocados para trabalhar depois que trocas de mensagens na Internet alertavam para uma mobilização na cidade.

Devido aos protestos, o amistoso entre Inglaterra e Holanda marcado para quarta-feira, dia 10, em Wembley, foi cancelado, apesar de 70 mil ingressos vendidos. Os confrontos se concentra mais nas periferias, mas atinge também as áreas mais nobres de Londres. Na segunda-feira, vário grupos de jovens atacaram na segunda-feira os bairros de Hackney, Peckham, Lewisham, Croydon, Clapham, Kilburn, Camden, Notting Hill, Colliers Wood, Ealing e Dalston, entre outros. Todos esses bairros são pobres e possuem grande população de trabalhadores imigrantes desempregados. Moradores afirmam que há muita raiva contra a forma que a policia trata os pobres que são revistados sem nenhuma razão.

Vários presos em Londres

Panfletos dos organizadores dos protestos são distribuídos ensinando como não ser capturado pela polícia. Um dos panfletos orienta: "Joguem fora todas as roupas usadas nos protestos, inclusive mochilas e acessórios, mudem a cor do cabelo ou passem a usar óculos e barba". Também, ensina a não fazer nenhum comentário sobre a ação na internet e a se defender das agressões da polícia.

Fonte: Jornal A Verdade (www.averdade.org.br)




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Estudantes fazem manifestação em apoio à greve dos professores


        Na noite do dia 10 de agosto, cerca de 150 estudantes pararam o trânsito em torno da Praça Sete por mais de uma hora, organizados pela Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH – AMES-BH. O motivo é o apoio à greve dos professores da rede estadual de ensino, que já dura a há mais de 60 dias. Segundo os estudantes, a greve acontece porque o Governo do Estado paga aos professores um piso salarial de R$369, valor muito abaixo do que o estabelecido por lei federal – R$1187.
Mesmo com o anúncio do Governo do Estado sobre a contratação de professores substitutos para o terceiro ano, os jovens não estão satisfeitos. “Não precisamos de professores substitutos, o que precisamos é de profissionais bem formados e valorizados. O Governo diz que a greve nos prejudica, para tentar nos fazer ficar contra o sindicato e os professores que estão paralisados, mas não vamos deixar isso acontecer”, afirma Júlia Raffo, presidente do Grêmio do Estadual Central.
Outra passeata está marcada para o dia 17 deste mês, com horário a confirmar.
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Manifestação em apoio à greve dos professores!


Os professores da rede estadual de Minas Gerais se encontram em greve a mais de dois meses.
O motivo é a falta de valorização dos profissionais em educação. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de MG, o Governo do Estado paga aos professores um piso salarial bem abaixo do que o estabelecido pela lei.
Isso é uma prova do descaso do Governo de Minas com nossa educação, pois enquanto as escolas estão vazias, nosso governador ainda não deu nenhuma garantia de que atenderá às reivindicações dos professores.

Convocamos todos os estudantes a se manifestarem contra o descaso com a educação!
Vamos fazer BH tremer diante do futuro que somos nós!
Não queremos sobreviver a um governo que não investe na juventude! E para isso, precisamos de estudo de qualidade.
Não precisa ser de escola estadual para querer abraçar um futuro melhor para nós e nossos filhos, precisa ser humano!

DIA 10/08/2011
ÀS 18:00, NA PRAÇA SETE!