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Professores do Estadual Central aderem à greve


Na manhã de hoje, os professores do Estadual Central decidiram aderir à greve, que teve início no dia 8 de junho de 2011. O motivo que levou à decisão foi a contratação de novos professores para substituir os que já estavam em greve. “Isso é um desrespeito, uma vez que o Governo tem um discurso falacioso de preocupação em relação à conclusão do ensino médio, e sequer se senta para discutir a questão do piso salarial com os professores. Os estudantes tem capacidade crítica para avaliar a situação, e apoiar o movimento”, diz Carolina Moreira, professora de filosofia.
Os estudantes estão indignados com o descaso. “É um absurdo o Governo dizer que se preocupa com a nossa educação, enquanto paga um salário de fome aos nossos professores. O governador quer isolá-los, por isso precisamos agora, mais do que nunca, nos juntarmos a eles nessa luta” afirma Júlia Raffo, presidente do Grêmio Estudantil.
Essa é mais uma prova de que precisamos nos unir, pois a luta é a única forma de conquistar nossos direitos. Por isso, convocamos todos os estudantes à passeata em apoio à luta dos professores.

PASSEATA EM APOIO À GREVE DOS PROFESSORES
DIA 24/08/11
CONCENTRAÇÃO: 13h, na porta do Estadual Central
14h, na Assembleia Legislativa
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Nova manifestação em apoio à greve!

Em menos de uma semana, estudantes da rede estadual de ensino de Minas Gerais já realizaram duas passeatas em apoio à greve dos professores, que dura há mais de dois meses. Segundo a Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH - AMES-BH, a luta é para que o Governo do Estado cumpra a lei federal que estabelece um piso salarial de R$1.187 para os trabalhadores em educação. Conforme afirma o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação - SindUTE, o piso pago pelo Governo em Minas é de apenas R$369.
A próxima passeata acontecerá amanhã, e deixará claro a toda a população de Belo Horizonte e, principalmente ao Governo do Estado, a revolta dos estudantes contra o descaso com a educação.

MANIFESTAÇÃO: 17/08/11
ÀS 18H
NA PRAÇA 7
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Juventude ergue barricadas em Londres

Revoltados com o assassinato covarde de Mark Duggan, morador de um bairro de 29 anos, no sábado dia 6 pela polícia, e com os cortes nos gastos sociais, principalmente na educação e na saúde, e o alto desemprego, jovens ingleses estão nas ruas desde domingo promovendo várias manifestações e enfrentamentos com a polícia. Os jovens ergueram barricadas para se proteger dos tiros. Na terça feira, dia 9 de agosto, outro cidadão, de 26 anos, foi morto em Croydon, subúrbio londrino, por um tiro. O governo em vez de atender a reivindicação de Justiça dos manifestantes, decidiu aumentar a repressão.

Estudantes tomam as ruas de Londres

As férias da Scotland Yard foram todas suspensas. "Vamos ter ajuda de policiais de outras regiões do país e faremos tudo que for necessário para impedir a desordem. Até agora 700 pessoas foram presas e vamos fazer de tudo para acelerar os processos, porque devemos esperar mais detenções. Vocês (manifestantes) vão sentir a força total da lei. Se vocês têm idade o suficiente para cometer esses crimes, vocês têm idade o suficiente para serem punidos", declarou em tom raivoso o primeiro-ministro.

Segundo o "Guardian", cerca de 200 jovens entraram em confronto com policiais no Centro de Birmingham, vitrines de lojas foram quebradas. Mais tarde, uma delegacia foi incendiada, e 87 pessoas presas. Uma "zona de exclusão" foi instalada ao redor do shopping center "Bullring", que fica perto da área onde os conflitos iniciaram. A polícia local disse que mais agentes foram convocados para trabalhar depois que trocas de mensagens na Internet alertavam para uma mobilização na cidade.

Devido aos protestos, o amistoso entre Inglaterra e Holanda marcado para quarta-feira, dia 10, em Wembley, foi cancelado, apesar de 70 mil ingressos vendidos. Os confrontos se concentra mais nas periferias, mas atinge também as áreas mais nobres de Londres. Na segunda-feira, vário grupos de jovens atacaram na segunda-feira os bairros de Hackney, Peckham, Lewisham, Croydon, Clapham, Kilburn, Camden, Notting Hill, Colliers Wood, Ealing e Dalston, entre outros. Todos esses bairros são pobres e possuem grande população de trabalhadores imigrantes desempregados. Moradores afirmam que há muita raiva contra a forma que a policia trata os pobres que são revistados sem nenhuma razão.

Vários presos em Londres

Panfletos dos organizadores dos protestos são distribuídos ensinando como não ser capturado pela polícia. Um dos panfletos orienta: "Joguem fora todas as roupas usadas nos protestos, inclusive mochilas e acessórios, mudem a cor do cabelo ou passem a usar óculos e barba". Também, ensina a não fazer nenhum comentário sobre a ação na internet e a se defender das agressões da polícia.

Fonte: Jornal A Verdade (www.averdade.org.br)




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Estudantes fazem manifestação em apoio à greve dos professores


        Na noite do dia 10 de agosto, cerca de 150 estudantes pararam o trânsito em torno da Praça Sete por mais de uma hora, organizados pela Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH – AMES-BH. O motivo é o apoio à greve dos professores da rede estadual de ensino, que já dura a há mais de 60 dias. Segundo os estudantes, a greve acontece porque o Governo do Estado paga aos professores um piso salarial de R$369, valor muito abaixo do que o estabelecido por lei federal – R$1187.
Mesmo com o anúncio do Governo do Estado sobre a contratação de professores substitutos para o terceiro ano, os jovens não estão satisfeitos. “Não precisamos de professores substitutos, o que precisamos é de profissionais bem formados e valorizados. O Governo diz que a greve nos prejudica, para tentar nos fazer ficar contra o sindicato e os professores que estão paralisados, mas não vamos deixar isso acontecer”, afirma Júlia Raffo, presidente do Grêmio do Estadual Central.
Outra passeata está marcada para o dia 17 deste mês, com horário a confirmar.
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Manifestação em apoio à greve dos professores!


Os professores da rede estadual de Minas Gerais se encontram em greve a mais de dois meses.
O motivo é a falta de valorização dos profissionais em educação. Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de MG, o Governo do Estado paga aos professores um piso salarial bem abaixo do que o estabelecido pela lei.
Isso é uma prova do descaso do Governo de Minas com nossa educação, pois enquanto as escolas estão vazias, nosso governador ainda não deu nenhuma garantia de que atenderá às reivindicações dos professores.

Convocamos todos os estudantes a se manifestarem contra o descaso com a educação!
Vamos fazer BH tremer diante do futuro que somos nós!
Não queremos sobreviver a um governo que não investe na juventude! E para isso, precisamos de estudo de qualidade.
Não precisa ser de escola estadual para querer abraçar um futuro melhor para nós e nossos filhos, precisa ser humano!

DIA 10/08/2011
ÀS 18:00, NA PRAÇA SETE!

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AMES-BH se reúne com Secretária Estadual de Educação



Na manhã de hoje, diretores da AMES-BH se reuniram com a Secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola. Essa é uma reivindicação da entidade desde que foi fundada, e só se concretizou após nove anos de existência, fruto de diversas lutas que demonstraram a força do movimento estudantil.
A reunião começou com a discussão sobre a reforma na grade curricular. Foram feitas diversas críticas à atual grade, que divide os estudantes por áreas e exclui matérias como física, geografia, história ou língua estrangeira. A Secretária disse que haverá discussões para a reformulação da grade curricular, inclusive dos temas que serão ensinados em cada matéria, e garantiu que os estudantes, através da AMES-BH, participarão desta construção.
O segundo ponto abordado foi a construção do Plano de Gestão Democrática. Neste momento, os estudantes apresentaram diversas situações de escolas onde há repressão e tentativa de calar a voz daqueles que procuram lutar por uma educação pública, gratuita e de qualidade através dos grêmios estudantis, e ressaltaram a importância da construção de grêmios em cada escola. Gazzola considerou importante a consulta para nomeação de diretores em um terço das escolas estaduais de Minas e disse concordar com a opinião apresentada pela AMES, propondo que a Secretaria apoie a universalização dos grêmios e crie um conselho com estudantes e especialistas, para o apoio à atuação e autonomia destes dentro da escola.
Além disso, foram exigidas reuniões bimestrais da AMES-BH com a Secretária para que se discuta a situação da educação no estado.
O principal ponto foi sobre o meio passe no transporte coletivo. Foram apresentadas diversas críticas, principalmente sobre o baixo investimento no direito, e enfatizado que hoje é grande a evasão escolar pela falta de políticas públicas para a juventude no transporte coletivo. Apesar de dizer várias vezes que a medida é necessária, a Secretária alegou que no momento o Governo do Estado não tem condições de garantir o investimento no meio passe para todos os estudantes.
Enquanto isso, os gastos do Governo com propagandas e empresas privadas vem aumentando, e o investimento na educação só diminui. Um exemplo foi no momento em que os estudantes declararam seu apoio à greve dos professores pelo piso salarial, e Gazzola afirmou que, enquanto houver luta dos professores pelos seus direitos através da greve, o Governo não negociará e, no caso do retorno à greve em agosto, o salário dos professores que pararam não será garantido.
Precisamos agora nos manter firmes, cobrar as atividades propostas na reunião e exigir o direito do meio passe no transporte coletivo e a valorização dos profissionais da educação. A melhor forma de fazer isso é indo à luta, mostrando a força dos estudantes a cada dia. Por isso, chamamos todos os estudantes a participarem da AMES-BH, construir e fortalecer o Grêmio em sua escola.
PARTICIPE DAS CENTRALIZAÇÕES DA AMES-BH!
Elas acontecem todos os dias, às 13h, na sede da entidade (R. da Bahia, 573, sala 304)
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Para Anastasia, educação deve ser tratada com cavalaria e gás de pimenta

Mais de mil pessoas - profissionais da educação, coordenados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e trabalhadores da saúde, coordenados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da saúde (Sind-Saúde) e integrantes da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte (Ames-BH) realizaram na tarde do dia 12/7, manifestação na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
As categorias foram recebidas pelo Batalhão de Choque e Cavalaria da Polícia Militar. Várias pessoas foram atingidas por grande quantidade de gás de pimenta durante a manifestação.
Paralelamente à manifestação, o Governo realizou reunião do Comitê Sindical. O Sind-UTE/MG, Sind-Saúde e o SindPol foram proibidos de participar. O Sindfisco-MG, em solidariedade às categorias em greve e diante da proibição da participação dos sindicatos em greve, se retirou da reunião. Foi a única entidade a tomar esta decisão.
Em outras regiões do estado também ocorreram manifestações como em João Monlevade e Unaí.