



| Diretores da Federação Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas |

Os alunos do CEFET-MG realizaram ontem, dia 18 de abril, duas grandes manifestações na Avenida Amazonas em frente ao Campus I em Belo Horizonte, pois atualmente a instituição tem sofrido uma grande pressão por parte do Ministério de Educação (MEC) para se transformar em IFET.
Essa medida, imposta pelo MEC, tem sido feita através de grandes pressões. Uma delas compromete o funcionamento das aulas no CEFET-MG, pois impões o corte brutal no corpo docente da instituição, sendo a demissão de mais de 200 professores substitutos.
A manifestação deixou claro que os estudantes não deixarão que estas medidas mudem a qualidade do ensino e o funcionamento da escola. Desta forma, o governo teve que responder rápido à manifestação dos estudantes. Após a primeira manifestação, o CEFET-MG recebeu uma ligação do Ministro da Educação, Fernando Haddad, que dizia estar se inteirando da situação e assegurou apoiar o funcionamento normal da instituição e interceder para que as demissões não aconteçam.
Mas isso ainda não e tudo. Segundo Meybe Martins, diretora do Grêmio Estudantil do CEFET-MG, “os estudantes exigem a abertura de um amplo debate sobre o IFET e a Universidade Federal Tecnológica, pois é de extrema importância que os estudantes participem da construção do futuro da nossa escola.”
Assessoria de Comunicação do Grêmio Livre Estudantil do CEFET-MG
Gestão “Algo a dizer!”


Em dezembro de 2010, após 25 anos de luta do movimento estudantil, foi aprovada na Câmara Municipal uma lei que garante o meio passe. Fruto da pressão dos estudantes, a lei aprovada não restringe o direito apenas ao ensino médio, nem tampouco é necessário estar inscrito em algum programa social do governo. Apesar disso, a Prefeitura tem garantido apenas R$4,5 bilhões para o fundo social (espécie de conta bancária, criada para arrecadar verbas destinadas ao meio passe), o que é suficiente para que apenas 10 mil estudantes tenham o direito.
Na BH Resolve, foram entregues centenas de requerimentos, em protesto que demonstra a necessidade dos estudantes de terem acesso ao benefício.
Enquanto isso, diversas famílias continuam passando dificuldades para garantir o transporte dos filhos até a escola e centenas de jovens continuam parando de estudar, além de não ter acesso à cultura, por não ter condições de pagar a passagem de ônibus.
Precisamos continuar pressionando a Prefeitura, o Governo do Estado e o Governo Federal, em defesa do meio passe para todos os estudantes!
Preencha seu requerimento do meio passe e contribua com a luta!
Requerimento é a ficha que será utilizada para identificar os estudantes que precisam do meio passe. Qualquer estudante pode preencher e entregar, mas por enquanto apenas 10 mil serão selecionados. É importante que todos preencham, pois essa é uma forma de pressionar a Prefeitura, demonstrando que todos os estudantes de BH precisam do meio passe. Por isso, preencha já a sua!
Leia mais sobre onde encontrar o requerimento em:
http://amesbh.blogspot.com/2011/03/como-solicitar-o-meio-passe.html
A AMES-BH convoca todos os estudantes a comparecerem na manifestação que será realizada na próxima quinta feira, 14 de abril no centro de Belo Horizonte.
Todos nós sabemos que no mês de fevereiro o movimento estudantil em BH conquistou uma grande vitória com a aprovação e sanção da lei do meio passe, fruto de anos de lutas.
Entretanto, por mais importante e histórica que essa conquista possa ser, devemos estar cientes que a lei assinada pelo prefeito Márcio Lacerda não atende a todos os estudantes.
Para garantir o meio passe estudantil foi criado o Fundo Municipal de Auxílio ao Transporte, que contará com recursos do município, estado e governo federal. Quanto mais dinheiro no fundo, mais estudantes serão beneficiados. Porém, a Prefeitura pretende investir apenas R$ 5 milhões, valor esse que garantiria a meia passagem para cerca de 10 mil estudantes.
O meio passe deve ser um direito de TODOS os estudantes belo-horizontinos e não apenas de uma pequena parcela.
Precisamos garantir também que o controle do benefício não seja feito somente pelos empresários do transporte coletivo e Prefeitura, mas que conte com a ampla participação e fiscalização dos estudantes. Temos o exemplo de vários estados em que o passe não está sob controle dos estudantes, e nestes ocorrem grandes problemas com o benefício, como cortes no meio do mês, etc. Por outro lado, temos boas experiências, como é o caso de Pernambuco, em que o meio passe está sob controle dos estudantes, por meio da carteira das entidades estudantis. Ter o meio passe com a carteira da AMES significaria termos controle sobre o meio passe, e ainda garantir materialmente a continuidade da nossa luta pela ampliação do fundo.
No último mês, a educação, que já é deficiente no nosso país, sofreu um novo golpe. Com o corte orçamentário feito pelo governo Dilma, R$ 3 bilhões foram retirados da educação brasileira. Esse descaso se reflete em cada sala de aula, quando faltam professores, materiais, obras e até mesmo quando não temos direito ao meio passe.
Também é dever de todos os estudantes e trabalhadores se mostrar profundamente contrários ao aumento abusivo e injustificado das passagens de ônibus. O aumento, que além de ser maior que a inflação, não gerou nenhuma mudança positiva para a população no transporte coletivo. Continuamos usando ônibus extremamente lotados, antigos e com defeitos. Para completar, não houve também aumento nos salários dos trabalhadores das empresas de ônibus.
É imprescindível a presença de TODOS os estudantes na manifestação de quinta feira (14 de abril). Vamos dizer para a Prefeitura, a máfia dos transportes coletivos e toda a população de Belo Horizonte que os estudantes NÃO VÃO aceitar essa situação calados.
MEIO PASSE JÁ PARA TODOS OS ESTUDANTES!
CONTROLE DO MEIO PASSE NA MÃO DOS ESTUDANTES!
CONTRA O CORTE NA EDUCAÇÃO!
CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS!

Em 31 de março, dia da Jornada Nacional de Lutas, os estudantes do Estadual Central, organizados pelo Grêmio Estudantil, fizeram uma vitoriosa manifestação contra as “saunas de aula”, ocupando a Superintendência Regional de Ensino com muita combatividade, para exigir a imediata instalação de ventiladores nas salas, e que a piscina e as quadras da escola sirvam aos estudantes, e não ao Minas Tênis Clube.
Todos sabem que o aquecimento global é uma realidade que torna cada vez mais intenso o clima em nosso planeta. Os estudantes de BH enfrentaram um verão que chegou aos 32,8º C e agora chegam a um outono que, segundo o 5º Distrito de Meteorologia de Belo Horizonte, terá temperaturas até 1,5º C mais altas que as registradas historicamente.
No Estadual Central, uma das maiores escolas públicas do Estado, não há ventilador em uma sala de aula sequer. As janelas são projetadas de forma que pouco contribui para a ventilação e, em certas partes do dia, o sol bate diretamente em estudantes e professores. Tudo isso faz com que nossas salas se pareçam mais com “saunas” de aula.
A desculpa para tal descaso é o fato de que a escola é patrimônio tombado. Porém, várias obras já foram feitas, como a instalação de grades na rampa da Unidade 1. Também sabemos que a Unidade 2 não faz parte do patrimônio, e esta também não conta com sistema de ventilação. Além do mais, temos o exemplo de diversas escolas da cidade, que são tombadas e não sofrem do mesmo mal.
Além disso, as quadras cobertas e a piscina da mesma escola são entregues ao Minas Tênis Clube, um grande clube da região. Enquanto isso, os estudantes de todos os turnos são impedidos de utilizar a piscina durante o ano, e os do noturno, de utilizar as quadras cobertas.
Ouve-se a todo momento que, caso o contrato acabe, a piscina acabará. Mas como podemos saber se é mesmo verdade, se a Secretaria de Educação não dá nenhum dado sobre isso? Em 2010, foi organizado uma abaixo assinado com mais de 700 assinaturas e a Secretaria sequer respondeu ao pedido de reunião enviado pelo Grêmio Estudantil.
O problema não é debatido dentro da escola, e as decisões chegam sem que a comunidade escolar possa opinar. Ao que tudo indica o que acontece é o contrário. O Minas Tênis Clube é, na verdade, quem precisa utilizar o espaço público para enriquecer, pois sai mais barato e com qualidade.
Durante a ocupação, uma comissão de 7 estudantes foi recebida e firmaram-se os compromissos de resolver o sistema de ventilação e, além disso, iniciar um processo sobre a permanência do Minas Tênis Clube na escola. Para isso, será criada uma comissão, da qual o Grêmio participará.
Júlia Raffo
Presidente do Grêmio do Estadual Central