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AMES-BH participa da XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba


O Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba, junto a outras entidades, realizou entre os dias 24 e 26 de junho, a XIX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba. Cerca de 500 pessoas de 14 estados brasileiros, além de delegações internacionais, participaram do evento, que reafirmou a solidariedade de brasileiros com o país em que o povo, através da luta, fez uma revolução e libertou-se da exploração da sociedade capitalista.
No dia 24, pela manhã, houve a palestra "A importância da Revolução Cubana no marco dos 50 anos da vitória em Playa Girón e a solidariedade internacional", que contou com a participação de Kenia Serrano Puig, presidenta do Instituto Cubano de Amizade aos Povos, Dôra Cesar do Nescuba e Coronel Jorge Herrera Medina, combatente da batalha de Girón. À noite, na abertura oficial, a mesa foi composta pelo Embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodriguez, Kenia Puig e diversas entidades, partidos políticos e centrais sindicais que convocaram a convenção. Nessa mesa, foi pautada a importância da revolução e da libertação dos 5 patriotas cubanos presos injustamente nos EUA.
O segundo dia foi marcado por atividades como a palestra "Bloqueio econômico e midiático", onde foi pautado o embargo, a propaganda anti-socialista feita pelos EUA pela internet e o modo com que o governo cubano tem, junto à população, respondido aos bloqueios. À tarde aconteceram os grupos de trabalho, nos quais os participantes puderam optar por debater o bloqueio econômico, bloqueio midiático, solidariedade a Cuba, frentes parlamentares ou libertação dos 5 patriotas.
O evento também contou com diversas apresentações culturais, como o cantor Pedro Munhoz, e a bateria da escola de samba Ilha da Magia, com o enredo "Cuba sim, em nome da verdade". Além disso, aconteceram mini-cursos e oficinas com vários temas relacionados à história, realidade e cultura cubana.
Foi marcante a presença massiva de jovens, principalmente estudantes, na convenção, demonstrando que a juventude sente está disposta a se solidarizar e lutar por uma nova sociedade, livre da exploração que vivemos.
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FENET realiza sua primeira audiência com o MEC


   Ao completar um mês de existência a FENET esteve presente em Brasília! Os diretores da FENET estiveram na capital Federal para uma reunir-se com o Secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco  e com o Ministro da Educação Fernando Haddad. 
   Durante a reunião inciada após as 14 horas, foram abordados diversos assuntos e temas. O repúdio ao investimento de verba pública no sistema S , Brasil Profissionalizante e a criação do PRONATEC foi criticado. A gestão democrática no Sistema S foi colocado em pauta, já que a maior parte do investimento é público, a posição do Ministro é a favor dessa medida, porém não apresentou nenhum projeto que se colocasse realmente contra a não participação dos alunos na decisão escolar.
   O corte de verba foi discutido, questionamentos como o fato do Brasil destinar aproximadamente 45% do PIB para o pagamento da dívida pública foram enfatizados. O ministro Fernando Haddad afirmou diversas vezes que os gráficos apresentados no site da auditoria da dívida estavam errados.
   O momento mais crítico da reunião se deu quando os problemas da transformação de CEFET/MG para IF foram levados à tona, como por exemplo a demissão de 396 do CEFET/MG ser levado como um método de retaliação do Ministério da Educação, esse fato tratado pelo Exmo. Ministro como articulações do Diretor-Geral. Em muitos momentos da reunião as que as palavras do Ministro Fernando Haddad e Diretor-Geral do CEFET se contrapunham. Para levar a informação aos alunos e fazer com que a comunidade discuta o seu destino  a direção da FENET propôs um debate aberto entre o MEC (defendendo o IF) e a direção (defendendo a Universidade Tecnológica). 
   O posicionamento de 'abstenção' do governo brasileiro correlação a prisão do Presidente da Federação dos Estudantes Universitários do Equador foi tratado de forma repudiosa, já que o Brasil tem relações estreitas com um País que condena um estudante por protestar e garantir os seus direitos.
   Para dar fim a reunião pontos sobre a assistência estudantil foram tratados, o Ministro se colocou a favor do Restaurante Universitário (Bandejão), porém a justificativa usada pelo mesmo foi o pouco tempo de existência da maioria dos IF's, o contra-argumento usado pelos diretores da FENET eram que Campi  como os do CEFET/RJ e IFRJ já existem a décadas e mesmo assim não tem nenhuma garantia de assistência estudantil digna.
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Minas Gerais marca presença na Jornada Nacional de Lutas da FENET


  Os estudantes do CEFET-MG de Belo Horizonte reuniram-se as 12:30 para dar início a jornada nacional de lutas pela melhoria do ensino técnico e contra o corte de verbas, com muita animação e contando com a presença de vários estudantes, o CEFET mostrou mais uma vez sua enorme capacidade de mobilização. 
   Organizados pela FENET juntamente ao Grêmio estudantil, uma comissão com vários estudantes ocuparam a diretoria levando uma pauta com diversas reivindicações de melhorias para a instituição. Os estudantes foram atendidos pelo Diretor de Planejamento e Gestão Márcio Silva Basílio, que garantiu avaliar rapidamente todos os tópicos exigidos pelos alunos e se comprometeu a resolver tais questões imediatamente. Algumas das exigências pautadas foram: Maior investimento em assistência estudantil, melhoria nos laboratórios, facilitar o deslocamento dos estudantes do Campus I ao Campus II (inter-campi). 
     Logo em seguida foi enviado uma carta da FENET ao Ministério de Educação e Cultura (MEC), destacando uma série de mudanças necessárias no ensino técnico. 
    O Ato realizado teve grande representatividade e repercussão mostrando que essa geração vai lutar intensamente para mudar a educação desse país!
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Estudantes de Escolas Tecnicas fundam Federação


Entre os dias 21 a 24 de abril foi realizado na UFRJ- Fundão- o Encontro Nacional de Estudantes de Escolas técnicas - ENET. O encontro contou com a participação e combatividade de estudantes de várias regiões do país, organizados por grêmios estudantis de Institutos Federais, Cefet's, ETs e FAETEC's e pela diretoria de Escolas Técnicas da UBES com o intúito de garantir uma educação técnica pública, acessível e de qualidade onde os estudantes brasileiros possam desenvolver suas habilidades e técnicas para um Brasil soberano. Onde também se desenvolva ciência, a tecnologia, arte, cultura, e que tudo isso sirva de fato para quem constrói todas as riquezas, o povo brasileiro.
Diretores da Federação Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas

Nesses ultimos dias os estudantes provaram mais uma vez que a juventude, ao contrário do que diz a mídia, essa geração não é a geração Coca-Cola e sim a geração que luta e lutará para que todos seus direitos básicos sejam garantidos como por exemplo o passe livre, assistência estudantil, o bandejão, uma educação técnica pública seja de qualidade, não aceitando os cortes e nem os desvios de dinheiro. Reafirmando então que é mais do que necessária essas lutas em todos os cantos do Brasil foi criada no dia 23 de abril de 2011 a Federação Nacional de Estudantes de Escolas Técnicas -FENET.



"A criação de uma entidade que cuide das especificidades dos técnicos não representa apenas um grande passo na educação no Brasil, mas representa principalmente a garantia da soberania Nacional." (Raphael Almeida - Diretor de Comunicação da FENET e estudante do IFRJ)

Após quatro dias de muita luta, debates, atividades culturais e esportivas, os estudantes decidiram então fechar o encontro mostrando então toda a combatividade e solidariedade, organizando uma grande passeata parando as ruas do Rio de Janeiro em direção ao Ministério da Educação e Cultura - MEC e logo após ocupando a escadaria da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, relembrando a luta dos estudantes brasileiros durante a ditadura pela democracia. Relembrando também o cruel assassinato das crianças de na escola municipal de Realengo. Provando então que cabe a nós estudantes o primeiro real passo para a liberdade do movimento estudantil, nos cabe também ser combativos na luta pela educação técnica pública acessível e de qualidade.
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Estudantes do CEFET-MG fazem manifestação contra demissões

Os alunos do CEFET-MG realizaram ontem, dia 18 de abril, duas grandes manifestações na Avenida Amazonas em frente ao Campus I em Belo Horizonte, pois atualmente a instituição tem sofrido uma grande pressão por parte do Ministério de Educação (MEC) para se transformar em IFET.

Essa medida, imposta pelo MEC, tem sido feita através de grandes pressões. Uma delas compromete o funcionamento das aulas no CEFET-MG, pois impões o corte brutal no corpo docente da instituição, sendo a demissão de mais de 200 professores substitutos.

A manifestação deixou claro que os estudantes não deixarão que estas medidas mudem a qualidade do ensino e o funcionamento da escola. Desta forma, o governo teve que responder rápido à manifestação dos estudantes. Após a primeira manifestação, o CEFET-MG recebeu uma ligação do Ministro da Educação, Fernando Haddad, que dizia estar se inteirando da situação e assegurou apoiar o funcionamento normal da instituição e interceder para que as demissões não aconteçam.

Mas isso ainda não e tudo. Segundo Meybe Martins, diretora do Grêmio Estudantil do CEFET-MG, “os estudantes exigem a abertura de um amplo debate sobre o IFET e a Universidade Federal Tecnológica, pois é de extrema importância que os estudantes participem da construção do futuro da nossa escola.”

Assessoria de Comunicação do Grêmio Livre Estudantil do CEFET-MG

Gestão “Algo a dizer!”

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Em defesa do meio passe para todos os estudantes



No dia 14 de abril, cerca de mil estudantes pararam o Centro de Belo Horizonte durante toda a manhã, desde a Praça Sete, onde permaneceram trancando a Av. Amazonas, até a BH Resolve. A manifestação aconteceu contra a restrição do meio passe, e em defesa do direito a todos os estudantes.

Em dezembro de 2010, após 25 anos de luta do movimento estudantil, foi aprovada na Câmara Municipal uma lei que garante o meio passe. Fruto da pressão dos estudantes, a lei aprovada não restringe o direito apenas ao ensino médio, nem tampouco é necessário estar inscrito em algum programa social do governo. Apesar disso, a Prefeitura tem garantido apenas R$4,5 bilhões para o fundo social (espécie de conta bancária, criada para arrecadar verbas destinadas ao meio passe), o que é suficiente para que apenas 10 mil estudantes tenham o direito.

Na BH Resolve, foram entregues centenas de requerimentos, em protesto que demonstra a necessidade dos estudantes de terem acesso ao benefício.

Enquanto isso, diversas famílias continuam passando dificuldades para garantir o transporte dos filhos até a escola e centenas de jovens continuam parando de estudar, além de não ter acesso à cultura, por não ter condições de pagar a passagem de ônibus.

Precisamos continuar pressionando a Prefeitura, o Governo do Estado e o Governo Federal, em defesa do meio passe para todos os estudantes!

Preencha seu requerimento do meio passe e contribua com a luta!

Requerimento é a ficha que será utilizada para identificar os estudantes que precisam do meio passe. Qualquer estudante pode preencher e entregar, mas por enquanto apenas 10 mil serão selecionados. É importante que todos preencham, pois essa é uma forma de pressionar a Prefeitura, demonstrando que todos os estudantes de BH precisam do meio passe. Por isso, preencha já a sua!

Leia mais sobre onde encontrar o requerimento em:

http://amesbh.blogspot.com/2011/03/como-solicitar-o-meio-passe.html

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CONVOCAÇÃO DE MANIFESTAÇÃO - 14 DE ABRIL

A AMES-BH convoca todos os estudantes a comparecerem na manifestação que será realizada na próxima quinta feira, 14 de abril no centro de Belo Horizonte.

Todos nós sabemos que no mês de fevereiro o movimento estudantil em BH conquistou uma grande vitória com a aprovação e sanção da lei do meio passe, fruto de anos de lutas.

Entretanto, por mais importante e histórica que essa conquista possa ser, devemos estar cientes que a lei assinada pelo prefeito Márcio Lacerda não atende a todos os estudantes.

Para garantir o meio passe estudantil foi criado o Fundo Municipal de Auxílio ao Transporte, que contará com recursos do município, estado e governo federal. Quanto mais dinheiro no fundo, mais estudantes serão beneficiados. Porém, a Prefeitura pretende investir apenas R$ 5 milhões, valor esse que garantiria a meia passagem para cerca de 10 mil estudantes.

O meio passe deve ser um direito de TODOS os estudantes belo-horizontinos e não apenas de uma pequena parcela.

Precisamos garantir também que o controle do benefício não seja feito somente pelos empresários do transporte coletivo e Prefeitura, mas que conte com a ampla participação e fiscalização dos estudantes. Temos o exemplo de vários estados em que o passe não está sob controle dos estudantes, e nestes ocorrem grandes problemas com o benefício, como cortes no meio do mês, etc. Por outro lado, temos boas experiências, como é o caso de Pernambuco, em que o meio passe está sob controle dos estudantes, por meio da carteira das entidades estudantis. Ter o meio passe com a carteira da AMES significaria termos controle sobre o meio passe, e ainda garantir materialmente a continuidade da nossa luta pela ampliação do fundo.

No último mês, a educação, que já é deficiente no nosso país, sofreu um novo golpe. Com o corte orçamentário feito pelo governo Dilma, R$ 3 bilhões foram retirados da educação brasileira. Esse descaso se reflete em cada sala de aula, quando faltam professores, materiais, obras e até mesmo quando não temos direito ao meio passe.

Também é dever de todos os estudantes e trabalhadores se mostrar profundamente contrários ao aumento abusivo e injustificado das passagens de ônibus. O aumento, que além de ser maior que a inflação, não gerou nenhuma mudança positiva para a população no transporte coletivo. Continuamos usando ônibus extremamente lotados, antigos e com defeitos. Para completar, não houve também aumento nos salários dos trabalhadores das empresas de ônibus.

É imprescindível a presença de TODOS os estudantes na manifestação de quinta feira (14 de abril). Vamos dizer para a Prefeitura, a máfia dos transportes coletivos e toda a população de Belo Horizonte que os estudantes NÃO VÃO aceitar essa situação calados.

MEIO PASSE JÁ PARA TODOS OS ESTUDANTES!

CONTROLE DO MEIO PASSE NA MÃO DOS ESTUDANTES!

CONTRA O CORTE NA EDUCAÇÃO!

CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS!

MANIFESTAÇÃO: 14/04, ÀS 8H, NA PRAÇA SETE.

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Estudantes do Estadual Central vão às ruas contra “saunas” de aula e privatização

Em 31 de março, dia da Jornada Nacional de Lutas, os estudantes do Estadual Central, organizados pelo Grêmio Estudantil, fizeram uma vitoriosa manifestação contra as “saunas de aula”, ocupando a Superintendência Regional de Ensino com muita combatividade, para exigir a imediata instalação de ventiladores nas salas, e que a piscina e as quadras da escola sirvam aos estudantes, e não ao Minas Tênis Clube.

Todos sabem que o aquecimento global é uma realidade que torna cada vez mais intenso o clima em nosso planeta. Os estudantes de BH enfrentaram um verão que chegou aos 32,8º C e agora chegam a um outono que, segundo o 5º Distrito de Meteorologia de Belo Horizonte, terá temperaturas até 1,5º C mais altas que as registradas historicamente.

No Estadual Central, uma das maiores escolas públicas do Estado, não há ventilador em uma sala de aula sequer. As janelas são projetadas de forma que pouco contribui para a ventilação e, em certas partes do dia, o sol bate diretamente em estudantes e professores. Tudo isso faz com que nossas salas se pareçam mais com “saunas” de aula.

A desculpa para tal descaso é o fato de que a escola é patrimônio tombado. Porém, várias obras já foram feitas, como a instalação de grades na rampa da Unidade 1. Também sabemos que a Unidade 2 não faz parte do patrimônio, e esta também não conta com sistema de ventilação. Além do mais, temos o exemplo de diversas escolas da cidade, que são tombadas e não sofrem do mesmo mal.

Além disso, as quadras cobertas e a piscina da mesma escola são entregues ao Minas Tênis Clube, um grande clube da região. Enquanto isso, os estudantes de todos os turnos são impedidos de utilizar a piscina durante o ano, e os do noturno, de utilizar as quadras cobertas.

Ouve-se a todo momento que, caso o contrato acabe, a piscina acabará. Mas como podemos saber se é mesmo verdade, se a Secretaria de Educação não dá nenhum dado sobre isso? Em 2010, foi organizado uma abaixo assinado com mais de 700 assinaturas e a Secretaria sequer respondeu ao pedido de reunião enviado pelo Grêmio Estudantil.

O problema não é debatido dentro da escola, e as decisões chegam sem que a comunidade escolar possa opinar. Ao que tudo indica o que acontece é o contrário. O Minas Tênis Clube é, na verdade, quem precisa utilizar o espaço público para enriquecer, pois sai mais barato e com qualidade.

Durante a ocupação, uma comissão de 7 estudantes foi recebida e firmaram-se os compromissos de resolver o sistema de ventilação e, além disso, iniciar um processo sobre a permanência do Minas Tênis Clube na escola. Para isso, será criada uma comissão, da qual o Grêmio participará.

Júlia Raffo

Presidente do Grêmio do Estadual Central