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Ames-BH Realiza seu 5º Congresso


Ocorreu no dia 1 de dezembro de 2012 o 5º congresso da AMES-BH, que comemorou os 10 anos de fundação e luta pelos direitos dos estudantes de Belo Horizonte e região metropolitana. Sediado no CEFET-MG, o encontro reuniu as principais lideranças do movimento estudantil de Belo Horizonte e região metropolitano, para debater os rumos da educação e a situação dos estudantes em um país onde a educação passa por situação de abandono. A pauta principal fez referencia a insuficiente assistência estudantil, o meio passe para todos os estudantes e o aumento das passagens.
                Estiveram presente na mesa de abertura Bia Martins, coordenadora geral da FENET- Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico, Rafael Araújo, vice-presidente da AERJ- Associação dos Estudantes do Rio de Janeiro, Fernando Alves membro do PCR, e a assessoria do Deputado Estadual Paulo Lamac. Após a abertura o plenário foi dividido em grupos de debate que discutiram os temas: Movimento Estudantil, Educação e Combate ao Machismo e a Homofobia. Dos grupos, foram tiradas as propostas especificas para a pauta de lutas da entidade nos próximos dois anos.
                No Período da tarde os grupos retornaram ao plenário onde foi realizado o painel “10 anos da AMES-BH/Meio passe para todos os estudantes” com a presença de Ana Gabriela e Guilherme Silva, ex-presidentes da entidade, Gladson Reis até então presidente e Chiquinho Maciel da Auditoria do Transporte Coletivo de BH.
                O congresso relembrou o histórico de lutas da AMES- BH ao longo de sua existência e sua principal bandeira: O Meio passe, saudando a conquista do benéfico para os estudantes em 2010, ressaltando a necessidade de fortalecer a luta, e vencer a burocracia imposta pela prefeitura de Belo Horizonte, que impede que todos tenham acesso ao direito conquistado e garantido por lei.
                Devemos intensificar as mobilizações para garantir o meio passe metropolitano e ainda barrar o aumento das passagens para R$ 2,80, que está previsto para ser efetivado no dia 29 de dezembro. Em seguido foi exibido o vídeo comemorativo de 10 anos da entidade, dando inicio a plenária final onde as propostas dos grupos e a nova diretoria da AMES-BH foram votadas e aprovadas. Gladson Reis despediu-se com emoção da entidade, repassando a presidência a Lincoln Emmanuel, estudante do Instituto de Educação de Minas Gerais.

André Leandro, Diretor de Comunicação.
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Reunião da nova diretoria encaminha luta pelo meio passe e contra o aumento das passagens


Nessa terça-feira, 4 de dezembro aconteceu a primeira reunião da nova diretoria eleita no 5º Congresso da AMES-BH, onde reafirmamos a importância da carteira de estudante da AMES-BH para a construção do movimento estudantil, e a garantia do direito a meia entrada. Demos início à campanha da Carteira para o ano de 2013, ressaltando a necessidade de expandir o número de confecções.

Na pauta da reunião ainda debatemos nossa atuação na luta contra o aumento das passagens. Todos os anos, geralmente nos últimos dias de dezembro, ocorre o reajuste das passagens de ônibus e metrô. A data é estratégica e o aumento abusivo. Esse ano, a passagem de R$2,65 passa pra R$2,80.
A maior contradição é se avaliarmos a questão custo/qualidade, pois o serviço prestado à população é caótico. Diariamente passamos por atrasos, ônibus super lotados, muitas vezes veículos velhos e quebrados. Tudo isso só nos mostra que o compromisso das empresas de ônibus é apenas com seu lucro e não com o usuário.Por isso a necessidade de barrar o aumento.

O meio passe estudantil só atende 7 mil estudantes, num universo de 200mil. Fruto da má divulgação e do pouco esforço em cumprir a lei por parte da Prefeitura.
O processo é extremamente burocrático e mesmo quem já tem o benefício passa por dificuldades. O cartão é frágil, se perder são 18 reais e 15 dias pra reavê-lo . E os postos de recargas são pouquíssimos.Para garantir a melhora do acesso dos estudantes ao meio passe,defendemos que o controle da confecção do cartão esteja nas mãos da entidade estudantil que representa a luta dos estudantes da nossa cidade.



AMES convida à Festa de Aniversário da Cidade e ao Ato Contra o Aumento das Passagens e Meio Passe pra todos

Oitenta (80) pontos de alagamento identificados, 2.600 residências em áreas de risco. São dados da Defesa Civil de Belo Horizonte no último mês. Em BH chega a 170 mil o número de famílias sem moradia adequada. Enquanto isso a Prefeitura gastou 32 milhões de reais em propaganda no ano de 2012. O Prefeito Márcio Lacerda, questionado sobre os estragos causados pela chuva no mês de novembro disse ironicamente que a prefeitura deveria então ser mais babá dos belo horizontinos.
No aniversário de Belo Horizonte, não queremos os “presentes” que o Márcio Lacerda está nos preparando:
- Aumento das passagens
- Ameaça de despejo das famílias das ocupações
- Paralisação das obras
- Interdição das ruas em caso de chuva
- Aumento do seu próprio salário $$$…

DIA 12/12/12 (quarta-feira) - FESTA DE ANIVERSÁRIO À FANTASIA. BH NÃO PRECISA DE BABÁ. FORA LACERDA!
Concentração 16hs na Praça Sete
13hs, na sede da AMES (R. da Bahia, 573, sl 304) - oficina de cartazes e camisetas


DIA 13/12 (quinta-feira) - Ato Contra o Aumento das Passagens e pelo Meio Passe pra TODOS os estudantes!
14hs na Praça Sete









Karine de Sá, 1ª Diretora de Comunicação


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Vem aí o 5º Congresso da AMES!



No dia 1º de Dezembro acontecerá, a partir das 9h, no CEFET-MG (campus 1), o 5º CONAMES (Congresso da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH). Estudantes de toda a capital e da região metropolitana se reunirão num grande evento, onde será eleita a nova diretoria da entidade e debatidos os rumos do movimento estudantil pelos próximos dois anos. Haverá apresentações culturais e o encerramento com a banda "Graveola e o Lixo Polifônico".
O Congresso vem em um momento crítico, onde o Prefeito de BH, Marcio Lacerda, se nega a cumprir a lei do meio passe para todos os estudantes, que foi garantida após mais de 25 anos de luta, derrubando a regra estabelecida pela Prefeitura de que apenas os jovens inscritos em programas sociais teriam o direito. E apesar de não garantir o transporte de qualidadea que temos direito, a Prefeitura ameaça agora aumentar o preço das passagens  para R$2,80. Na região metropolitana a situação ainda é pior, pois a precarização do transporte é grande e os preços são ainda mais abusivos, obrigando pais e estudantes a comprometer um terço de sua renda mensal apenas com passagens. Como já foi provado em Belo Horizonte e vários outros estados do país, apenas através da luta é que conseguiremos barrar o aumento e conquistar o meio passe para todos.
Mas o problema não para por aí, pois dentro de muitas escolas faltam carteiras, quadras de qualidade, boa estrutura e até mesmo professores. O incentivo à cultura e arte é pouco, e as mulheres jovens sofrem ainda com a opressão e falta de assistência contra a violência, até mesmo dentro das escolas. E quando pensamos que, saindo do ensino médio, poderemos cursar a universidade, nos deparamos com o fato de que mais de 5 milhões de jovens não terão esse direito, pois não há vagas suficientes. Como se não bastasse, muitas vezes falta democracia nas escolas, os estudantes são tratados como irresponsáveis e não tem o direito de dar a sua opinião e lutar por melhorias.
O 5º CONAMES será o espaço para debatermos esses problemas e organizarmos a luta  para barrar o aumento das passagens, conquistarmos o meio passe para todos e intermetropolitano, o livre acesso à universidade, e uma educação pública, gratuita e de qualidade. Mobilize sua escola e participe!

VOCÊ CANTA, DANÇA, INTERPRETA OU TEM ALGUM TALENTO?
Inscreva-se para participar da programação cultural do Congresso! O espaço está aberto para bandas, grupos de dança e apresentações individuais. Entre em contato através do blog ou do número (31)7529-5809.
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3ª Grande Marcha FORA LACERDA!





No dia 01 de setembro de 2012, a população Belo Horizontina se reunirá para a 3ª Grande Marcha FORA LACERDA! Para mostrar ao senhor prefeito que seus dias estão contados! BH é nossa!

Estarão presentes todos os movimentos sociais e entidades que fazem parte do Fora Lacerda. Será um grande evento e a AMES-BH estará presente !

Na primeira marcha éramos 2 mil! Agora nosso objetivo é colocar 5 mil pessoas na rua!!

Contamos com a presença de todos - e vestidos de laranja!

Concentração na Praça da Liberdade, a partir das 13h!

Acesse: www.foralacerda.com
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FAÇA JÁ A SUA CARTEIRA DE ESTUDANTE DA AMES-BH!




Com a recente aprovação do meio passe, a importância de fortalecer a carteira de estudante da AMES-BH é ainda maior. Com a carteira da AMES além da meia-entrada garantida você também poderá ter descontos em produtos e serviços em algumas empresas. Veja a lista de empresas conveniadas com a Carteira de Estudante da AMES-BH aqui no blog.
Para fazer a carteira, o estudante necessita preencher o formulário (clique aqui para fazer o download), carimbá-lo na secretaria da própria escola ou levar um comprovante de escolaridade ou boleto de matrícula, uma foto 3x4 mais a taxa de R$ 8,00.
A carteira é feita em PVC com os dados e a foto digitalizados e tem um prazo de 10 dias para ficar pronta. Uma grande novidade é que agora você pode escolher a cor da sua carteira entre Azul e Lilás (conforme a foto mostra acima).
Não perca tempo, entre em contato com a AMES-BH através do e-mail amesbh@hotmail.com ou pelo telefone 9274 5010/9348 9371 e faça já a sua carteira.
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O PNE 2012 e a luta pela transformação da educação!


Em todo Brasil os jovens vão às ruas contra o decadente sistema de ensino brasileiro
No atual momento, atravessamos uma verdadeira guerra pela aplicação de 10% do PIB na educação pública. E para vencer uma guerra, é preciso, sobretudo, conhecer o inimigo, saber quais as táticas que utiliza e saber qual o próximo passo que dará. Bem, dedicados a esta tarefa, vamos aos dados.
Quem são os inimigos da educação pública? Sem dúvida, os tubarões do ensino, donos de grandes universidades particulares e redes de ensino médio, que lucram bilhões todos os anos com o fato de não haver vaga para todos nas universidades públicas. Esses milionários têm seus lobbys garantidos no Congresso e no próprio governo. Vários são os deputados financiados por esses tubarões, quando não são os próprios, como é o caso de Wellington Salgado (PMDB-MG) dono da UNIVERSO e UNITRI, duas grandes universidades privadas. Para esses, não pode haver mais vagas nas universidades públicas, pois assim perderiam “alunos”. Ainda são os grandes lobistas do PROUNI, programa do governo que isenta fiscalmente as universidades privadas que aderem a ele, deixará de arrecadar para o governo somente este ano a cifra de R$ 1 bilhão! (http://migre.me/9IruT). Isso para criar vaga numa instituição sem pesquisa e sem extensão (e a maioria com um ensino de péssima qualidade).
São inimigos da educação os bancos. Todos os anos, o Brasil paga uma dívida pública que consome 49% de seu orçamento. Até 31 de maio de 2012, o Brasil já tinha torrado R$ 381, 259 bilhões com a dívida, somente este ano, ou seja, R$ 2,5 bilhões por dia!! Essa dívida é a grande vilã de nosso orçamento, pois todos os anos, além da destinação de quase 50% do orçamento federal para o seu pagamento, ainda se realizam cortes no orçamento das áreas sociais (educação, saúde, saneamento básico) para garantir a política do superávit primário (reserva de recursos para o pagamento da dívida), só esse ano foram cortados R$ 2,7 bi da educação e R$ 5 bi da saúde.
Ainda há os gastos que ocorrerão com os megaeventos que acontecerão no Brasil nesta década. Apenas a Copa de 2014 retirará dos cofres públicos R$ 72,5 bilhões, segundo estimativas do governo, apesar dos especialistas afirmarem que esse número deve crescer. Não é a toa que nas manifestações estudantis Brasil a fora, os estudantes sempre colocam que preferem 10% do PIB para a educação do que esses megaeventos no país. Só para constar, o investimento de 10% do PIB na educação, representa o acréscimo, ao orçamento do MEC, de R$ 85 bilhões. Governistas de plantão devem afirmar por aí que o povo prefere a Copa do mundo, pois então está dado o desafio: façamos um plebiscito popular questionando o povo brasileiro: Copa ou educação!
Todos esses interesses acima expostos são interesses de dentro do governo. Os banqueiros, em conjunto doaram R$ 9 milhões para a campanha da Dilma, as empreiteiras e construtoras (grandes beneficiárias dos megaeventos) doaram R$ 37 milhões (http://migre.me/9Is6i). Além disso, os tubarões do ensino são quase todos da base do governo. O que nos leva a entender o porquê do governo ser tão contrário à aplicação de 10% do PIB na educação.
 Quais táticas tem utilizado os inimigos da educação?
O Plano Nacional de Educação (PNE) do governo federal, cujo relator é Angelo Vanhoni (PT-PR), contém todos esses interesses em seu texto. O atual texto do PNE, por exemplo, coloca o PROUNI, o FIES e o PRONATEC, como políticas válidas para a inclusão de jovens no ensino superior, em detrimento da universidade pública.
Esse lobby dos tubarões do ensino da base governista tem como grande objetivo a introdução desses programas como política de Estado, para restringir ainda mais a educação aqueles que podem pagar e garantir os seus lucros na educação.
Para além do tímido avanço na inclusão de jovens nas universidades. Hoje temos o vergonhoso índice de ter apenas 15% dos jovens em idade universitária, matriculados nestas, e destes, 85% nas universidades privadas. O atual texto do PNE declara como meta ter 33% dos jovens na universidade daqui a 10 anos, e não especifica em que universidade, se é pública ou privada!
Outra grande ausência sentida no PNE é a política de permanência e assistência estudantil. Nada é falado sobre o PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil), quando a reivindicação do movimento estudantil é clara quanto a isso. Bandejões, residências universitárias, bolsas, auxílio-passagem, são apenas alguns dos programas que dentro das universidades conseguem assegurar a um número muito reduzido de estudantes, a continuação de seus estudos. Não adianta incluir jovens pobres na universidade, através de cotas ou da ampliação das vagas, sem necessariamente transformar a política de permanência e assistência estudantil. Pois esses mesmos jovens que conseguem ingressar nos bancos universitários, se veem obrigados a abandonar os cursos que escolheram por falta de condições financeiras de continuar estudando. A triplicação imediata do PNAES é urgente para resolver um problema crônico nas universidades.
Além disso, nenhuma nota do PNE sobre a democratização da universidade. Nada é falado sobre os conselhos universitários antidemocráticos que temos hoje, nem da famigerada lista tríplice, já condenada por todos os fóruns do movimento estudantil, docente e de trabalhadores em educação. Não podemos, no entanto, esperar mais dez anos para a democratização da vida universitária no país.
A conquista dos 10% do PIB para educação pública não pode esfriar a luta, ela só começou!
Portanto, não há nenhum motivo para ufanismos. A emenda do deputado Paulo Rubem (PDT-PE) que foi aprovada na comissão de educação da câmara é clara: “10% de investimento público em educação pública”. Aí não entra PROUNI, FIES, PRONATEC, nem nada do gênero. Sem dúvida, se assim for aprovado pelo Senado e pela presidenta, será uma vitória que deve ser comemorada por todos que verdadeiramente defendem a educação no país.
Outra vitória importante da votação foi a equiparação da remuneração dos professores com a de outros profissionais com formação superior.
Porém, não há dúvidas, que esses interesses continuarão agindo contra. Segundo declaração de Ivan Valente (PSOL-SP), “A conjuntura econômica sempre será desfavorável. Portanto, é necessário que os setores que se preocupam com a qualidade da educação no país continuem atentos, para que o plano (PNE) seja cumprido”.
Portanto, nada está resolvido. Os problemas crônicos da educação superior no Brasil se avolumaram com a inclusão de novos estudantes nos últimos anos. Não há política consequente de assistência estudantil sem o necessário investimento específico nessa questão.
São etapas. Cada uma delas exigirá de nós extrema capacidade de mobilização e unidade de ação, para aumentar o coro dos descontentes com a educação no país. Ou conseguimos contagiar as amplas camadas do povo brasileiro que tem interesse na transformação de nossa educação, ou perderemos a oportunidade colocada em nossa frente. Ou conseguimos dialogar com todos e todas que tem contradição com esse projeto de educação acima exposto, ou nos dividiremos numa luta em que o inimigo está mais unido do que nunca, por que ameaçado em seus privilégios fundamentais.
Não há dúvidas, que a aprovação dos 10% o PIB na comissão de educação da câmara, é fruto da luta popular, da greve que agora toma conta da universidade brasileira e das campanhas ocorridas em torno do tema. Porém, o próximo passo dos setores sociais ligados a esses interesses acima expostos, será a tentativa de barrar o projeto no Senado, ou segurá-lo até esfriar a greve e a mobilização popular. Não podemos deixar que isso aconteça!
É necessário transformar a universidade e só conseguiremos aumentando a voz das ruas e das universidades, unida e com força! Como bem disse Ernesto Che Guevara, “A Universidade deve pintar-se, de negro, mulato, operário e camponês, ou o povo a invadirá e pintará com as cores que quiser”.
Federais de São Paulo juntas na greve!

Fonte:http://rebelesenaune.wordpress.com/
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Em audiência pública FENET reafirma: "Educação não é gasto, é investimento!"




Ocorreu no dia 11 de Julho na assembleia dos Deputados de Minas Gerais uma audiência publica para discutir a situação da greve da educação federal que já dura 56 dia. Professores, estudantes e técnico-administrativos das instituições federais de ensino exigem reestruturação das carreiras, melhorias nas condições de trabalho, uma política governamental que priorize a educação pública e prometem manter o movimento até que o governo federal abra as negociações e apresente propostas. A dificuldade de diálogo entre os servidores e os Ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) foi evidenciada pela ausência dos representantes desses órgãos ao longo da reunião.
"Educação não é gasto, é investimento!”

Para o professor e membro da direção do Cefet-MG, James William, uma educação de qualidade requer tempo, recursos, bons laboratórios, espaço adequado, docentes e servidores qualificados: “Isso custa caro. Mas o governo deve encarar esta tarefa como investimento e não como despesa”. O professor disse que a direção das instituições federais compreendem as revindicações e anunciou que os reitores já reunidos em plenária decidiram que não enviarão a relação de docentes e demais servidores em greve ao MEC para que não haja corte do ponto.
Bia Martins
Coordenadora Geral da FENET
Para Bia Martins Coordenadora Geral da FENET, o governo se nega a priorizar o investimento nas áreas sociais e afirmou: "O governo não prioriza a educação publica, prova disso, é que investe em educação apenas 2,9% do PIB e se nega a negociar com os professores, estudantes e técnicos administrativos em greve”. Lembrou ainda, que a falsa solução do governo para a educação é pífia, o PRONATEC serve majoritariamente para jorrar dinheiro público no bolso dos tubarões do ensino.
A servidora da Universidade Federal de Ouro Preto, Luisa de Marilac, diz que o Brasil precisa construir uma nova ideia do investimento em educação e também acerca dos servidores. Ela afirmou que o MEC tem criminalizado o movimento grevista e o tachado de elitista. “O ministro da Educação não nos recebe e teve a coragem de dizer à mídia que desconhece nossa pauta de revindicação. Nós não temos tido nem aquilo que é garantido pela Constituição Federal, a revisão anual de nossos vencimentos para repor perdas inflacionárias”, ressaltou.
Durante o tempo dedicado ao debate, os participantes expuseram questões e demandas específicas de suas categorias e entidades. A FENET, junto as outras entidades presentes, exigem que o governo negocie com o servidores e estudantes em greve.
 
Fonte :http://fenetbrasil.blogspot.com.br/


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AMES-BH DECLARA APOIO A CHAPA 'ATITUDE PARA MUDAR' NA ELEIÇÃO DO GRÊMIO DA E. E. PROFESSOR MORAIS

Nós, da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da grande BH (AMES-BH), entidade que em 2012 completa 10 anos de luta em defesa dos direitos dos estudantes da grande BH, por uma educação de qualidade e na conquista do meio-passe para todos, vem hoje declarar apoio a CHAPA 2 –ATITUDE PRA MUDAR nas eleições do grêmio da E. E. Professor Morais. Sabemos o quanto é importante a formação do grêmio estudantil para lutar pelos nossos direitos, promover atividades culturais e esportivas e fortalecer a luta por uma educação de qualidade na nossa escola. O grêmio deve ser feito por estudantes e estar ao lado dos estudantes.  
Na histórica luta pelo meio-passe em nossa cidade, os estudantes do Prof. Morais sempre estiveram presentes e foram fundamentais nessa conquista.  Porém, apesar de aprovado em lei o Meio-passe para todos os estudantes, a prefeitura de Belo Horizonte com toda sua burocracia não permite que  esse benefício  atenda a todos os estudantes. No Morais, por exemplo, apenas 187 dos quase 1.500 alunos possuem o benefício. Além disso, em 2011 houve uma greve de 112 dias dos professores da rede estadual e o governo do estado pouco fez para resolver os problemas dos professores, demonstrando um verdadeiro descaso com a população e com a educação no nosso estado.  Por isso precisamos manter e fortalecer essa luta por um meio-passe realmente para todos e para que a educação seja tratada com prioridade. Para isso é necessário um grêmio que se proponha a lutar e garantir o direito dos estudantes.  
Além disso, no Morais, os estudantes sofrem com vários problemas estruturais. A biblioteca do Morais não cobre a necessidade dos estudantes, a quadra poliesportiva, se é que pode ser chamada assim, esta em condições precárias, não existe laboratório de informática, as atividades culturais não são tratadas com prioridade e algumas salas não têm janela e faltam cadeiras. Precisamos unir nossas forças e lutas por melhorias na nossa escola. 
A chapa ‘ ATITUDE PARA MUDAR’, independente a política do governo do estado e da prefeitura é quem mais tem condição de fazer as mobilizações necessárias para garantir junto aos alunos do 1º, 2º e 3º ano as conquistas que precisamos.